O Tribunal da Guarda determinou a prisão preventiva do luso-americano Allan Sharif, detido na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito de uma investigação sobre a alegada prática de crimes de corrupção e burla qualificada, por considerar que havia «perigo de fuga», disse aos jornalistas a sua advogada.
O seu constituinte vai aguardar a conclusão dos trâmites processuais no Estabelecimento Prisional da cidade, para onde foi encaminhado ao final da tarde, mas Eliana Machado adiantou que vai recorrer da decisão. A PJ da Guarda deteve Allan Sharif, de 33 anos, nessa manhã em Mangualde, onde aguardava em liberdade o trânsito em julgado de dois acórdãos que o haviam condenado em pesadas penas de prisão efetivas. O luso-americano tinha sido libertado a 25 de janeiro por ter sido ultrapassado o limite do prazo de prisão preventiva, tendo ficado obrigado a apresentar-se diariamente às autoridades. Os factos pelos quais voltou a ser indiciado «terão ocorrido quando o mesmo se encontrava preso preventivamente, envolvendo outros reclusos e um funcionário do estabelecimento prisional onde se encontrava preso, e que também já foi constituído arguido», refere a Judiciária da Guarda.
Em novembro passado, Allan Sharif foi condenado pelo Tribunal de Mangualde a dez anos de prisão pelo rapto de um empresário canadiano, extorsão, branqueamento e falsificação de documentos. Já em agosto de 2010 tinha sido condenado pelo mesmo tribunal a uma pena de prisão de 17 anos por burla qualificada, extorsão e branqueamento de capital, que lesaram instituições financeiras de vários países, nomeadamente dos Estados Unidos.


