A Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha (ADIRAM), com sede em Seia, está a elaborar um projeto de turismo solidário para as localidades que formam aquela entidade.
«Assumir as aldeias de montanha como destino de turismo solidário é uma aposta inédita a nível nacional», sublinha Célia Gonçalves, coordenadora técnica da Rede, adiantando que o projeto conta com a consultoria do Grupo de Estudos Ambientais da Universidade Católica Portuguesa. A iniciativa oferece aos turistas «o melhor de dois mundos», ou seja, «um turismo de qualidade, com paisagens deslumbrantes, natureza autêntica e pessoas genuínas», refere a associação. Por sua vez, os turistas terão a possibilidade de «fazer a diferença, ajudando nas atividades agrícolas das comunidades locais, na reflorestação da Serra da Estrela ou no apoio a idosos, por exemplo». Esta modalidade destina-se a turistas «que buscam mais do que aventura, mas também a empresas com políticas de responsabilidade social, das quais se espera um compromisso de longo prazo com a região», acrescenta a associação.
O estudo das dinâmicas a nível internacional, nacional, regional e local está feito, seguindo-se agora a fase de envolvimento dos agentes locais, a definição do modelo de negócio, a implementação de um projeto-piloto, a criação do portfólio de produtos e a definição da estratégia de continuidade. Nesse sentido, realiza-se amanhã, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia, uma primeira reunião onde os promotores vão «auscultar algumas necessidades e mapear tipologias de projeto» para apresentar posteriormente às empresas e aos interessados naquele tipo de turismo. A Rede de Aldeias de Montanha envolve as localidades de Alvoco da Serra, Loriga, Sabugueiro, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Lapa dos Dinheiros, Vide e Cabeça, todas situadas no município de Seia.


