O Aguiar da Beira recebeu o Arouca e, no seu último jogo em casa, perdeu por três bolas a zero. Uma derrota que não teve qualquer influência no destino do Aguiar da Beira, já despromovido e eterno “lanterna vermelha” do campeonato, mas que deu uma última esperança aos visitantes na fuga à despromoção.
O jogo não foi muito vistoso, com o Aguiar sempre ao ataque mas sem criar grandes ocasiões de perigo para a defesa do Arouca. A inexperiência do guardião Bruno, o meio-campo a jogar mal e a defesa descompensada ditaram o resultado, já que os aguiarenses apresentaram-se com um conjunto um pouco diferente do habitual, com Totá a fazer jogar de início alguns atletas que foram suplentes ao longo da época. Pelo contrário, a equipa visitante veio com o intuito de amealhar os tão preciosos três pontos que ainda lhe poderão ser úteis para a manutenção. A jogar em sistema de contra-ataque, o Arouca criou muito perigo cada vez que chegou à grande área contrária, não constituindo por isso nenhum escândalo a derrota do Aguiar. Os golos marcados pelos visitantes foram surgindo com alguma naturalidade. Assim, aos 27’, Hugo Xavier, num rápido contra-ataque, marcou com um remate junto ao bico da grande área sem qualquer oposição. Aos 45’, a defesa caseira – mal, mais uma vez – permitiu o cruzamento e Odair, solto, não deu hipóteses a Bruno. Quanto ao terceiro e último golo surgiu depois de uma grande confusão na pequena área do Aguiar, de onde os defesas não conseguiram afastar a bola e permitiram que Brandão fizesse o resultado final.
O desafio foi igual do princípio ao fim. Nem mesmo as alterações introduzidas por Totá modificaram o jogo praticado pela equipa local, que atacou muito mas não criou uma única ocasião de golo. Já os visitantes souberam aproveitar os erros do adversário, jogando em contra-ataques perigosos, enquanto defesa, muito bem posicionada, foi intransponível. A equipa de arbitragem, chefiada por Gil Afonso (Bragança), fez um excelente trabalho, talvez a melhor de todas as arbitragens a que assistimos neste campeonato.
Pedro Sousa


