O Cesarense, a ocupar a terceira posição na tabela, tomou cedo as rédeas do jogo, mas não com futebol bonito, embora tenha sido a equipa que mais procurou o golo e se acercou por mais ocasiões da grande área visitante. Já o Aguiar da Beira sofreu dois golos de infortúnio, que, pelo modo como foram marcados, leva-nos a considerar que o resultado até foi injusto.
A equipa aguiarense entrou muito bem no jogo e aguentou os minutos iniciais sem grandes percalços. O meio-campo esteve um pouco apagado, com Centeio a não estar no seu melhor e a falhar alguns passes cruciais para o desenvolvimento do ataque. Já os avançados acercaram-se da baliza de Tony I com perigo e após jogadas de bonito futebol, prático e simples, mas as oportunidades de golo não foram muitas. De referir que a formação de Totá alinhou muito desfalcada, sem Filipe (castigado), Zeca e Pereirinha (lesionados), enquanto Nuno Gomes, vindo de uma lesão prolongada, jogou de início mas sem o ritmo normal. O Cesarense fez alguns ataques com perigo, mas os seus jogadores atrapalhavam-se perto da grande área contrária. Por isso, e porque a defesa do Aguiar jogou bem, os golos só aconteceram devido a falhas defensivas. O primeiro, aos 45’, aconteceu depois de um passe longo. Bessa surgiu isolado na pequena área e só teve que encostar o pé no esférico. Já o segundo, na segunda parte, resultou de uma desatenção e de um erro – o único de Bruno durante todo o jogo. O guarda-redes ia repor a bola em jogo, mas um ressalto deixou-a à mercê de Bessa, que aproveitou para fazer o resultado final.
Quanto ao Aguiar da Beira teve duas oportunidades flagrantes. A primeira aos 15’ por Agostinho, que, isolado na pequena área, rematou forte para uma grande defesa de Tony I para a frente. Varandas recuperou e disparou um potente remate, mas o guarda-redes estava lá para evitar o golo. A segunda surgiu aos 63’, com Agostinho, novamente isolado, a fazer um chapéu ao guarda-redes do Cesarense, só que o esférico saiu ao lado da baliza. Já se adivinhava o péssimo trabalho do trio de arbitragem, vindo de Braga, porque – como se sabe – as equipas de Aveiro são “intocáveis” e não podem descer de divisão. O árbitro marcou 34 faltas contra o Aguiar, metade delas não existiram. Amarelos foram cinco, sem justificação para tal, e, claro, um vermelho por acumulação a Paulo Lopes. Uma actuação vergonhosa.
Pedro Sousa



