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Águia eficaz no Santos Pinto

Benfica B venceu o Sp. da Covilhã por 2-0 e complicou contas dos serranos

Em dia de comemorações na cidade da Covilhã, o Sporting local perdeu diante da formação B do Benfica por 2-0 em jogo da 11ª jornada da IIª Liga. A eficácia “encarnada” ditou o resultado.

Quem acorreu ao Estádio José Santos Pinto pôde assistir a uma prestação aguerrida dos “leões da serra”, própria de quem está ciente de que neste campeonato há que fazer pela vida a jogar em casa. Ainda assim, os comandados de Chaló, que na última época fizeram do “fator casa” um verdadeiro trunfo, averbaram a terceira derrota ao cabo de cinco encontros disputados na condição de visitados. Desta feita com o Benfica B. Os serranos não foram capazes de presentear os adeptos com um triunfo no dia em que a cidade celebrou 145 anos. Na partida vislumbraram-se lampejos desse Sporting da Covilhã temido pelos visitantes que à Serra se deslocavam na época transata. A equipa soube assumir o jogo, imprimiu agressividade nas respetivas ações e revelou grande capacidade de trabalho ao longo dos 90 minutos.

Teve mais bola, foi a equipa mais rematadora mas faltou criatividade no ataque. Careceu de inspiração na procura de soluções e critério no último passe. Zé Tiago, Bilel, Mailó e companhia foram incapazes de desmontar a organização de um Benfica organizado, consistente do ponto de vista defensivo e com linhas bem próximas a defender. A frieza exibida pelos visitantes – que se apresentaram com algumas ausências em função da disputa da UEFA Youth League por alguns juniores – imperou e sobrepôs-se à vontade do Covilhã. Logo no primeiro minuto do encontro, a equipa de arbitragem liderada por Sérgio Piscarreta anulou um lance que resultou em golo dos locais. Decisão veementemente contestada pelos adeptos da casa. O remate é de Soares, à entrada da área, mas o juiz de linha assinalou fora-de-jogo posicional a Bilel, considerando que o jogador teve intervenção na jogada.

Ao longo do primeiro tempo registou-se maior ascendente do Covilhã. Zé Tiago, força motriz da equipa nesta partida, imprimiu dinâmica no jogo covilhanense pelo meio, contando com o apoio de Xeka. Bilel e Davidson foram os homens de serviço nas alas, apostados em servir Mailó. O Benfica B soube neutralizar convenientemente a manobra ofensiva do Covilhã, posicionando-se bem e condicionando tanto a nível do jogo exterior como interior. Embora os locais tenham sido mais rematadores, poucas vezes conseguiram fazê-lo enquadrados com a baliza. Aos 36’, na primeira ocasião de golo “encarnada”, João Teixeira – um dos melhores na formação forasteira – atirou à baliza e contou com um desvio de Joel para trair o guarda-redes Taborda. Estava estabelecido o resultado com que se chegaria ao intervalo.

Na etapa complementar, o maior ascendente serrano intensificou-se. Jogou-se mais tempo no meio-campo do Benfica, mas a parca inspiração no ataque inviabilizou que os covilhanenses chegassem ao golo. A seis minutos dos 90, Sancidino sentenciou a partida. Após recuperação de bola a meio-campo, o atleta benfiquista arrancou em velocidade, ganhou um ressalto e finalizou de forma criteriosa para o 0-2.

Afonso Canavilhas

Davidson criou algumas dores de cabeça à defesa encarnada mas sem consequências

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