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A propósito da dissolução da Junta de Freguesia do Marmeleiro

No seguimento da notícia publicada por O INTERIOR, venho prestar os seguintes esclarecimentos e repor a verdade:

– Não existiu qualquer desentendimento entre os até agora elementos da Junta de Freguesia do Marmeleiro, uma vez que esta era composta, até agora, pelos elementos da anterior Junta;

– Com efeito, não obstante as inúmeras Assembleias convocadas para esse efeito, não foi possível obter a aprovação/votação dos elementos que iriam constituir a nova Junta de Freguesia, razão pela qual, em obediência ao princípio da continuidade de mandatos, aí se mantinham em gestão os elementos da anterior Junta;

– A disponibilidade manifestada pela candidata que encabeçou a lista da coligação do CDS-PP, MPT e PPM para constituir uma equipa foi evidenciada quando a mesma e a sua lista não aprovaram/votaram a sua candidatura a vogal da Junta proposta pelo presidente;

– O mesmo se diga quanto ao candidato que encabeçou a lista do PS, que proposto para integrar a dita Junta, nem tão pouco apareceu na reunião da Assembleia convocada para esse efeito;

– Ambas as listas impunham ao presidente de Junta eleito a integração dos seus cabeças de lista como vogais da Junta, não aceitando a entrada nesta Junta de qualquer outro elemento da lista PSD, em clara violação até do método de Hondt e da vontade da população;

– A verdade é que na comissão administrativa entretanto nomeada atendeu-se aos resultados das eleições autárquicas, e por isso, o 1º e 3º lugar pertencem, é certo que de forma provisória, à lista do PSD, como aliás o evidencia não só a V. notícia publicada no site de O INTERIOR, mas também o despacho nº 7580/2018;

– É certo que estará em causa a ditadura da democracia, mas sempre será preferível a uma ditadura pessoal, isto porque sempre será mais representativa da vontade popular;

– É de facto, especialmente gratificante e respeitável, perceber que os eleitos prosseguem os interesses da freguesia, tentando indagar da gestão dos dinheiros públicos e solicitando para o efeito as informações necessárias;

– Contudo não foi o que ocorreu com a candidata da coligação do CDS-PP, MPT e PPM, a quem, na reunião de Assembleia de 14 de abril de 2018, convocada para apreciação e votação do Orçamento de gestão de 2018, e para apreciação e votação do documento de conta de gerência relativo a 2017, foram apresentadas as contas que agora diz terem-lhe sido negadas, mas que ainda assim não as quis analisar, relegando tal “tarefa” para momento posterior a constituição da Junta tal como ela a pretendia.

David Barbeira, presidente eleito da Junta de Freguesia do Marmeleiro (Guarda)

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