Arquivo

A Barraca encerra Festival de Teatro da Covilhã

Iniciativa do Teatro das Beiras termina no sábado, mas até lá ainda há três espetáculos para ver

O Festival de Teatro da Covilhã está na reta final, com a entrada em cena dos últimos três espetáculos em cartaz. Até sábado, há para ver peças do Bica Teatro, do Teatro Elétrico e de A Barraca, sempre no auditório do Teatro das Beiras.

Hoje, sobe ao palco uma proposta para os mais pequenos do Bica Teatro, que apresenta “Matemática para quê” em duas sessões. Trata-se de «uma brincadeira em torno da matemática» para desvendar alguns dos seus mistérios e, talvez, aprender outros. Os protagonistas são Cláudia Ermitão, Patrícia Resende e Neto Portela, numa encenação de Nuno Nunes e texto de Margarida Fonseca Santos. A proposta de amanhã à noite é uma comédia do absurdo intitulada “O Regresso de Natasha”. Nesta co-produção do Teatro do Elétrico e da Companhia Teatral do Chiado, quatro personagens partilham um espaço de onde não podem sair numa «contradição do naturalismo e procura da musicalidade no quotidiano». A encenação é de Ricardo Neves-Neves e a interpretação de Ana Lázaro, Rita Cruz, Rogério Jacques e Vítor Oliveira.

No sábado acontece o prato forte desta edição do festival covilhanense com “D. Maria, a Louca”. O texto do brasileiro António Cunha é encenado por Maria do Céu Guerra para a companhia A Barraca. A peça evoca a loucura da filha de D. José, e primeira mulher a ocupar o trono português, nos últimos anos de vida. Entre a tragédia e a comédia, a ação passa-se a bordo do barco que levou a corte para o Brasil aquando da primeira invasão francesa. Enquanto espera pelo desembarque, a monarca, também conhecida por “A Pia” devido à sua dedicação a obras sociais e de carácter religioso, recorda o seu reinado, a sua vida, as mortes de filhos, netos e marido, e as pressões a que foi sujeita pelas influências anti-monárquicas vindas de França e que a levaram a abdicar a favor do filho mais novo, D. João VI.

Para Maria do Céu Guerra, «Maria não foi a única cabeça coroada a perder a razão em Portugal. Mas foi a primeira mulher a reinar nosso país. E isto faz dela talvez uma das mais martirizadas e comoventes figuras da nossa História». Interpretam a encenadora e Adérito Lopes. Após o espetáculo, o festival de teatro despede-se com música popular portuguesa, num concerto dos Nau, que vão tocar temas originais do grupo, de Zeca Afonso, Fausto, Vitorino, Trovante, de autores africanos e do poeta árabe Al-Mu`tamid. Os Nau são Zé Pedro Grazina, Fernando Pardal e Artur Silva.

Maria do Céu Guerra é “D. Maria, a Louca”, que sobe ao palco no sábado

A Barraca encerra Festival de Teatro da
        Covilhã

Sobre o autor

Deixe comentário