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Sete empresas instalam-se no Parkurbis na próxima semana

Edificio-sede já se encontra concluído e já foi entregue à Câmara da Covilhã

As primeiras sete empresas do Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã vão começar a ser instaladas na próxima semana no edifício-sede localizado no Parque Industrial do Tortosendo. O imóvel foi entregue ontem à Câmara da Covilhã pela empresa Novopca, estando actualmente a ser equipados os seus interiores. Contudo, ainda não há nenhuma data para a cerimónia de inauguração. Carlos Pinto chegou a apontar o passado dia 2, mas a data ficou sem efeito pelo facto do primeiro-ministro não ter disponibilidade na agenda.

No entanto, as sete empresas estão já discriminadas num placar junto ao edifício do Parkurbis e vão desde as novas tecnologias à biotecnologia, passando ainda pela domótica e informática. A “Stella Polaris” promete revolucionar os sectores da domótica (sistemas inteligentes) e da biotecnologia ambiental ao apostar no desenvolvimento do sistema “FERMAGEB” para tratamento de resíduos com elevada carga orgânica e, também, na concepção do programa “CERES”, controladores de rega digitais e inteligentes, que sentem a humidade do solo e regam apenas quando necessário. Já a “Bionema”, especializada também biotecnologia, irá desenvolver produtos de combate a pragas e que permitam o rendimento de produções agrícolas como alternativa ao uso de pesticidas e fertilizantes químicos. Para já, apresenta como produtos a desenvolver os Nemátodos (utilizados como bio-pesticidas, controlo biológico e aproveitamento para as indústrias farmacêuticas e agro-florestal), bem como o Quitosano (acção que activa os mecanismos de defesa das plantas através do estímulo do seu metabolismo secundário).

Na área da domótica está a empresa “Domínio Virtual”, que irá desenvolver soluções orientadas para o conforto, comodidade, segurança e economia da casa. Esta empresa desenvolverá ainda soluções tecnológicas na área das comunicações sem fios (“wireless”) para estabelecimentos comerciais, pequenas e médias empresas e instituições públicas e privadas. Em força estão as empresas na área das tecnologias da informação, à qual se dedicarão a “OmniSys”, “Geogen”, “Consispro” e a “Design&Art”. A primeira aposta no desenvolvimento de sistemas informáticos seguros, que têm como base tecnológica o uso de dispositivos assentes em cartões inteligentes (smartcards), enquanto a Geogen terá como base de negócio o desenvolvimento de sistemas de informação geográfica (SIG). Já a Consispro, vai trabalhar em aplicações informáticas específicas e de páginas de Internet, enquanto a Design&Art prestará apoio na criação da imagem corporativa dos clientes, design gráfico de publicações e websites.

A sede do Parkurbis é constituída por um auditório, restaurante, área multiusos, salas de reuniões e onze salas para instalações de empresas com os devidos serviços de apoio. A sua construção foi apoiada em 50 por cento (1,2 milhões de euros) pelo Programa Operacional da Economia (POE). “O Interior” tentou falar com Carlos Pinto e Pedro Farromba, director executivo do Parkurbis, mas ambos não quiseram prestar declarações sobre este investimento.

Consispro é uma empresa «jovem e dinâmica»

A Consispro – Diagnóstico e Concepção de Sistemas Informáticos, Lda, será uma das sete empresas a sediar-se no edifício principal do Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.

A empresa surgiu pela mão de António Pires e José Carlos Correia, dois jovens de 28 anos, licenciados em Engenharia da Produção e Gestão Industrial (EPGI) pela Universidade da Beira Interior, no âmbito da cadeira de projecto de fim do curso. Os dois jovens desenvolveram na altura, em 2001, um projecto “fictício” de desenvolvimento de um software de gestão para uma empresa têxtil da região. O pontapé de saída para a criação efectiva da empresa foi dado após terem ganho em 2003 um concurso de ideias inovadoras promovido, em Dezembro de 2001, pelo Centro de Inovação Empresarial da Beira Interior (CIEBI). Foi a partir daí que António Pires e José Carlos – e posteriormente Nuno Silva, licenciado em Matemática/Informática – arrancaram em Janeiro de 2004 para esta empresa que pretende, acima de tudo, prestar serviços nas áreas de «gestão e informação» das empresas, explica António Pires. A Consispro designa-se assim como uma empresa de prestação de serviços de consultoria às empresas, em busca de soluções tecnológicas integradas na área dos sistemas de informação. A equipa, constituída por aqueles três sócios-gerentes, um licenciado em Design Multimédia e um estudante de Engenharia Informática, pretende «colmatar algumas falhas de softwares das empresas», ao mesmo tempo que se dedica ao Design Gráfico de Comunicação e a Produção de Suportes Digitais Interactivos (CD-ROM e Internet) das empresas. «É uma jovem e dinâmica», aponta, confidenciando estarem a ter «receptividade» das empresas. É que, acima de tudo, poupam «dinheiro e tempo» às empresas ao desenvolverem bons sistemas de informação e comunicação.

Liliana Correia

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