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Acordo!… / O céu azul / Campos verdes / Sou livre / Salto, brinco, corro / De repente, Tristeza! / Céu sombrio / Lágrimas. / Um sonho passado, / Sonho ter sonhado / Quero um sonho presente! / Voltei. / De repente, despertada, / Realizei. Não ter sonhado! / Tudo é real / É tudo no presente, / Vivo, sinto. / E caminho em frente!!

Este poema é a dramatização poética da vida da Paula Cristina Sousa que veio cursar Relações Públicas na Escola Superior de Educação da Guarda/Politécnico depois de ter vivido durante os seus 8 a 20 anos na Bélgica, para onde seguiu marcha para acompanhar os seus pais. Que por lá se deram muito bem e por lá continuam, mas ela regressou a este cantinho que ela considera seu. Nas suas próprias palavras: nasci numa aldeia pequena onde tudo era lindo, com muita alegria, havia imensos campos verdes, o céu era lindo e azul, mesmo nos dias mais frios de Inverno! Sentia-me livre, de repente tive de ir para a Bélgica. Quando cheguei a primeira impressão foi horrível e manteve-se durante muito tempo: daí a tristeza! As pessoas não eram simpáticas: era cada uma para si e eu estava habituada a dar os bons dias a toda a gente e passear pelos campos, pelo rio e ali tudo acabou, como se eu fosse um passarinho dentro de uma gaiola! sentia -me presa! chorava! detestava tudo, estava sempre a ansiar pela altura de férias para poder voltar…

Até que decidi que quando eu tivesse o meu “bachaloureat” voltaria para Portugal. Assim aconteceu, a ideia era mesmo regressar ao ponto de partida, Portugal!

Bati a porta de uma nova experiência para mim, onde o preconceito e a timidez não era permitido entrar !!… Abriu-se, entrei, sorri e participei.

Descobri de que era capaz o meu corpo no Grupo Performativo de Arte Contemporânea da ESEG, aprendi a respirar, a relaxar… Fecho os olhos e um sorriso involuntário esboça-se transmitindo uma paz de espírito imensa.

Sinto-me capaz de ultrapassar as minhas capacidades, consigo ir para alem das fronteiras que ate aqui pensei que existiam! Sou capaz de me revelar uma pessoa totalmente diferente daquela que pareço no dia a dia. Sinto-me leve!… Capaz de voar… grito, e não passo despercebida, todos me vêem, ouvem-me, sabem que estou lá!

Esta experiência está a transformar-me numa nova pessoa, uma pessoa extrovertida, com autoconfiança!

Aquele espaço é um mundo! A partir do momento em que entramos por aquela porta tudo se transforma, tudo se esquece, só se vive o momento!

Somos um grupo! Todos trabalhamos para que ele funcione, não existem rivalidades nem diferenças, nada!… Somos todos iguais!

Sinto-me artista, somos todos artistas, cada um à sua maneira, dependendo de como transmitimos a nossa própria arte, e a academia é o sitio ideal para afirmar a arte de cada um e para melhorar o ser humano que há em NÓS.

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