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Tão fraquinho

Mileu bate Trancoso pela margem miníma com golo marcado aos dois minutos

Teoricamente, este era um desafio para colocar a contabilidade em dia. Isto porque Mileu e Trancoso vinham de resultados negativos na ronda anterior. O início da partida foi prometedor, com ambos os conjuntos a conseguirem chegar às defesas contrárias.

Numa dessas investidas, logo aos 2 , na sequência de um pontapé de canto apontado por Barata, Bobô, livre de marcação na pequena área, deu seguimento à jogada e de pé esquerdo inaugurou o marcador. O Trancoso demorou algum tempo a recompor-se, mas acabou por equilibrar a partida. Um equilíbrio atabalhoado, todo ele mastigado na zona central do terreno. Como se isso não chegasse, quando os corredores laterais se abriam, faltava arte e engenho para que as progressões chegassem até às áreas adversárias. Neste aspecto, e em contrapartida, pode dizer-se que as defesas se sobrepuseram aos ataques. Ainda na primeira parte, aos 21 , Bobô falhou a emenda à boca da baliza ao cabecear sobre a barra.

A segunda parte foi uma fotocópia da primeira, apesar de mais movimentada. No que respeita a oportunidades claras de golo, registo para somente uma. Aos 89 , Daniel Pinto, depois de ter explorado o corredor esquerdo, entrou na área e rematou por cima do travessão. Quanto ao trio de arbitragem, esteve como o jogo. Bem espremido não dá nada. Pensamos até que foi a pior das três equipas em campo, já que num desafio em que o grau de dificuldades não era elevado, Paulo Brás apitou vezes de mais e mal quando tinha tudo para brilhar. Outro reparo: quando os atletas forem sancionados disciplinarmente, faça o favor de os isolar para lhes mostrar o respectivo cartão.

António Fonseca/ Rádio Elmo

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