O núcleo concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda recebeu «com desagrado e tristeza» a confirmação de que a remoção das placas de fibrocimento com amianto na sede do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã não vai avançar «por não ser considerada prioridade».
Numa resposta escrita, o Ministério da Educação (ME) ressalva que não estão identificados «problemas suscetíveis de compromoter a segurança de alunos, professores e pessoal não docente ou de pôr em causa a qualidade do projeto educativo desenvolvido pela escola». E reforça: «As coberturas da escola constituídas por placas de fibrocimento totalizam uma área de 4.240 metros quadrados as quais, quer no levantamento, quer na monitorização efetuados em execução da Lei n.º 2/2011, de 9 de fevereiro, não evidenciam desgaste que constitua perigo de libertação de partículas ou perigosidade para a saúde humana». A tutela justifica esta decisão com o facto do anterior Governo de Passos Coelho não ter «acautelado» a criação de uma fonte de financiamento que permitisse desenvolver esta operação.
Segundo o ME, o mapeamento dos investimentos em escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário, inscrito nos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão Territorial dos Programas operacionais Regionais do Acordo de Parceria Portugal 2020, não incluiu a modernização desta escola, o que impede, neste momento, «a mobilização de fundos comunitários para esse efeito». «Este desinvestimento é da exclusiva responsabilidade do PSD e CDS que conduziram as negociações com a Comissão Europeia e espelha bem a preocupação que estes partidos têm para com a educação e bem-estar da comunidade escolar», critica o BE da Covilhã. Nesse sentido, os bloquistas apelam ao atual Governo e à autarquia para que, juntamente com a direção do Agrupamento, providenciem um plano de intervenção para a remoção daquele telhado e consequente proteção da saúde da comunidade escolar, «prevenindo o aparecimento de problemas futuros aos cerca de 1.300 alunos que frequentam o Agrupamento».


