Com raízes em Trancoso, onde viveu dos 7 aos 14 anos, Carlos Pena, responsável pelo grupo Oriental K, está de volta à “cidade de Bandarra” com a aquisição e futura recuperação da Villa Cruz, «uma propriedade excecional e central na cidade» que vai ser transformada num «espaço de pessoas» dedicado à criação artística e à fruição de arte contemporânea e do design.
Este investimento não dará apenas uma lufada de ar fresco ao núcleo urbano, também a Villa Azy, ladeada por um jardim de buxo com árvores de grande porte (como cedros, sequoias, teixos e carvalhos canadianos), ganhará nova vida. Numa primeira fase (num período de três anos) «pretendemos a recuperação integral deste património arquitetónico e vegetal, dando o nosso pequeno contributo para o conjunto que é a beleza arquitetónica e monumental» de Trancoso, adiantou o promotor imobiliário a O INTERIOR (ver edição de 19 de julho). O grupo Oriental K investiu 545 mil euros na compra do espaço e vai aplicar mais de um milhão de euros na sua requalificação, «isto sem contar com o acervo de obras», revela o empresário.
Posteriormente, será criada uma fundação para gerir o património material e imaterial da Villa Cruz, «que já começamos a reunir com a ajuda inestimável das famílias que habitaram a propriedade (os Saldanhas e os Lencastres)», acrescenta Carlos Pena. O projeto previsto contempla um Museu de Arte Contemporânea & Design (que funcionará na Villa Cruz), bem como uma «pequena» unidade hoteleira de charme com restaurante (que ficará na Villa Azy). O promotor já começou a obras de escultura internacional para a exposição permanente do museu e o objetivo é reunir «cerca de 100 peças de aproximadamente 40 escultores internacionais de renome». E, como todo o investimento gera emprego, Carlos Pena garante que será criado «um quadro de meia dezena de postos de trabalho». Na sua opinião, o projeto na Villa Cruz trará «uma nova vida» a Trancoso, pois já «existe uma dinâmica muito interessante e até surpreendente».


