Na região, é na cidade mais alta que continua a ser mais caro comprar casa. Segundo dados revelados pelo INE sobre o preço do metro quadrado por habitação, no primeiro trimestre do ano, esse custo era, em média, na Guarda de 603 euros. Um valor ainda assim ligeiramente inferior (menos quatro euros) que no final de 2017.
A capital de distrito não é exceção na Beira Interior nesta redução de preço, embora a nível nacional os dados mostrem na sua grande maioria o contrário. A subida dos preços das casas em Portugal acelerou no primeiro semestre, sobretudo em Lisboa e Porto, onde os aumentos médios foram superiores a 20 por cento. Mas a tendência foi contrariada noutros cinco concelhos da região: Almeida, Calorico da Beira, Fornos de Algodres, Mêda e sobretudo para Figueira de Castelo Rodrigo, que é já o segundo município do país com a média mais baixa. Nos primeiros três meses do ano, comprar casa neste concelho custava em média 152 euros o metro quadrado, um valor apenas superado pela Pampilhosa da Serra, onde o metro quadrado custa 130 euros.
Por outro lado, a Covilhã ocupa o lugar de segundo mais caro da Beira Interior. Depois de ter encerrado o ano com uma média de 544 euros por metro quadrado, nos primeiros três meses de 2018 atingiu o valor mais alto dos últimos anos e o metro quadrado de uma habitação custa em média 592 euros. Segue-se o Fundão, com 493 euros, mais 50 que no final de 2017, e Seia, que aumentou 10 euros relativamente ao final do ano passado, fixando-se em 2018 em 428 euros. Logo atrás vem Manteigas, que é também um dos casos mais gritantes ao registar um aumento de quase 50 por cento desde o final de 2017. Se antes o metro quadrado na vila serrana custava, em média, 276 euros, o valor está agora nos 409 euros.
Surgem depois Belmonte (398 euros), Fornos de Algodres (344 euros), Gouveia (325 euros) e Aguiar da Beira (305 euros), outro caso surpreendente, uma vez que aumento é de quase 65 por cento em relação a 2017. Vila Nova de Foz Côa (304 euors), Mêda (298 euros), Trancoso (282 euros), Pinhel (278). Sabugal (247 euros), Celorico da Beira (237 euros) e Almeida (216 euros), são os concelhos que se seguem. Quando comparados à média nacional, onde a média por metro quadrado é cerca de 950 euros, nos concelhos da região praticam-se valores bastante inferiores. Sem surpresas, é em Lisboa que se encontra o preço mais elevado, 2.581 euros por metro quadrado, seguindo-se Cascais e Loulé. Apesar de ser no litoral que os preços disparam, Évora é o concelho do interior do país que se destaca por serem praticados valores acima dos mil euros.
Ana Eugénia Inácio


