O presidente do PSD considera que a função do seu partido não é «empurrar o Governo para a irresponsabilidade», mas denunciar que o executivo «não fala verdade» e que «o discurso do milagre económico é uma aldrabice política».
Rui Rio participou no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, na Guarda, na terça-feira, onde fez um balanço das principais linhas de oposição dos sociais-democratas desde que assumiu a liderança em fevereiro. E deu como exemplos de que o Governo «não fala verdade» aos portugueses a não descida do imposto sobre os combustíveis, quando o preço das matérias-primas subiu, e o da polémica sobre a contagem do tempo integral dos professores, onde reiterou que o executivo prometeu o que «sabia de antemão que não podia cumprir». Na sua intervenção, Rui Rio acusou o Governo de ter andado «à boleia» do trabalho do anterior executivo PSD/CDS-PP e da conjuntura internacional nos dois primeiros anos da governação, com bons resultados económicos. «Eles não fizeram rigorosamente nada por isso. Mais dia menos dia ficava a nu que o discurso não fazia sentido», declarou, estimando que hoje «70 a 80 pro cento dos portugueses já perceberam a aldrabice política do milagre económico, que não é nenhum».
Além da denúncia da «aldrabice» do milagre económico, o líder do PSD apontou as objeções que o partido levantou à entrada da Misericórdia de Lisboa no capital do Montepio, o pedido de audição parlamentar do ex-ministro Manuel Pinho por causa do caso Espírito Santo e o desafio para que sejam revelados os principais devedores da CGD como tendo sido os pontos em que o PSD se destacou nos últimos meses na oposição ao Governo.


