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Falta de financiamento do Estado leva Colégio a encerrar portas

Soito

Depois de 53 anos a servir o ensino da região e com 80 alunos e 16 funcionários, o Colégio do Soito (Sabugal) vai encerrar portas «por falta de financiamento e abandono do Estado», adianta José Moreira, presidente da direção da cooperativa de ensino externato do Soito.

Numa carta escrita enviada a O INTERIOR, o responsável acusa o Governo de ter uma «atitude de preconceito ideológio» e por isso «entendeu que todos os colégios são para abater, sem ter em conta as situações concretas das escolas, dos territórios, das formas de gestão, sem ter em conta os trabalhadores, os seus direitos, sem ter o mínimo de respeito pelas populações e pelos alunos». «Numa atitude de prepotência, num alinhamento de excesso de zelo, que roça perseguição, não acautela encerramento e negociação (sabendo que a única fonte de financiamento é o Estado), asfixia e mata lentamente sem deixar rasto», queixa-se José Moreira. O presidente da direção questiona se «não há formas justas de terminar acordos, formas limpas de resolver contratos» e acrescenta que a cooperativa «vai colocar insolvência por impossibilidade de cumprir com os seus compromissos, com os trabalhadores e com o próprio Estado». «Na verdade, os trabalhadores não poderão receber o salário de maio e junho, vão ser lançados no desemprego sem qualquer indemnização (falamos de trabalhadores, com mais de trinta anos de serviço!)», lamenta o presidente que, ainda assim, destaca uma «boa notícia»: «Todos estes trabalhadores vão assegurar funções com vista ao normal funcionamento e encerramento do presente ano letivo, assegurar avaliações, exames, etc. permitindo assim um “fechar portas”, uma morte digna do Colégio do Soito, assim conhecido por todos na região», é dito.

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