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«É um ato de justiça que se reconheça o acerto do trabalho que produzimos na Distrital do PSD»

Cara a Cara – Carlos Peixoto

P – Recandidata-se à presidência da Distrital do PSD da Guarda. Porque decidiu avançar?

R – Porque conheço muito bem o partido, todas as suas concelhias e uma esmagadora maioria dos seus militantes. Estou orgulhoso da missão que liderei e quero continuar a trabalhar na defesa incansável do distrito da Guarda. Sei muito bem cuidar das nossas gentes e defender o nosso território. Tenho a noção clara de que só uma estrutura respeitada e reconhecida, com voz e créditos no país e nos órgãos nacionais, como a que construímos nestes quatro anos, se pode assumir como alavanca capaz de atrair eleitorado e conquistar soluções de poder. Uma distrital forte e atuante capacita o distrito para ser mais ouvido e contemplado. A equipa que lidero fala por si. Concilia experiência com renovação, maturidade com juventude, ambição com solidez, passado com futuro, e não esquece uma equilibrada representatividade territorial.

P – Qual é o seu projeto?

R – Antes de um projeto, temos um objetivo que é ganhar as eleições europeias e legislativas de 2019. Procuraremos fazer no futuro o que fizemos no passado: vencemos no distrito as Europeias de 2014, as Legislativas de 2015, as Presidenciais de 2016 e as Autárquicas de 2017. Se os resultados fossem negativos, haveria logo quem nos apontasse o dedo e exigisse responsabilidades. Como foram positivos, ninguém nos pode tirar os méritos. É um ato de justiça que se reconheça o acerto do trabalho que produzimos. Só não vê quem não quer ver. Fizemos política no terreno, fomos a todo o lado do distrito, tivemos iniciativa, ouvimos simpatizantes e militantes, elaborámos moções ao Congresso elogiadas em vários fóruns, contactámos com a sociedade civil e as empresas e fomos especialmente interventivos em áreas como a saúde, o emprego, as acessibilidades, a coesão territorial e a demografia. Para o próximo mandato o nosso plano passa por planear desde já as autárquicas de 2021, mobilizando as secções e os nossos melhores quadros, e por acompanhar as ações do Conselho Estratégico Distrital, iniciativa que abriu o partido a personalidades não militantes de reputado valor profissional e social. Será este Conselho Estratégico, em estreita articulação com os órgãos distritais do PSD e com muitas outras pessoas que recrutará, que vai pensar e propor medidas em diferentes áreas para o distrito e cujo trabalho final será publicado sob o título “A Guarda na Vanguarda de Portugal”.

P – Ângela Guerra considera que lidera a Distrital há tantos anos que o seu projeto «estará esgotado». Quer comentar?

R – É uma opinião que respeito, mas que não valorizo por não fazer sentido nenhum. Nunca fiz política criticando o trabalho dos outros. Essa tirada só poderia ser levada a sério se quem a proferiu fizesse um exercício de autoavaliação e concluísse, em coerência, que, então, também o seu projeto na Assembleia Municipal onde se insere «já estará esgotado» por ter mais de quatro anos. Ora essa…O que esgota um projeto político não é o tempo. É a falta de criatividade e de vontade, é a acomodação e a desmotivação. Só quem sofre desses males pode falar em “esgotamento”. Não é manifestamente o meu caso.

P – O que o distingue da sua adversária?

R – Desde logo a experiência e o percurso no partido. Fui presidente da concelhia de Gouveia durante três anos, vice-presidente da Distrital durante dois anos e sou presidente da distrital há quatro. Penso, lido e dedico-me ao PSD, sempre em cargos diretivos, há mais de nove anos e contribuí, nestes últimos quatro, para que o partido conquistasse mais 675 militantes. Fui vereador da Câmara de Gouveia durante quatro anos e também presidente de uma empresa municipal. Sou deputado da AR há nove anos e fui duas vezes cabeça de lista pelo círculo da Guarda em eleições legislativas com dois líderes diferentes, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho. Sou membro do Conselho Estratégico Nacional do PSD na área da Justiça e vice-presidente do grupo parlamentar na AR.

P – Na apresentação das suas listas recordou que começou «na base, não logo no topo» do partido. Isso quer dizer que considera Ângela Guerra uma arrivista, sem experiência para presidir à Distrital?

R – Quer apenas dizer que dei os passos que considero decisivos para que este cargo seja exercido com o sucesso e com o saber que se exigem. A credibilidade, a capacidade de intervenção e a respeitabilidade só se adquirem com experiência e provas dadas.

P – Nestas eleições “corre-se” também por um lugar na lista social-democrata para as legislativas de 2019?

R – Essa é uma matéria da competência partilhada entre o presidente do partido e a CPN, as concelhias e a Distrital.

Perfil:

Presidente da Distrital do PSD da Guarda e recandidato

Naturalidade: Gouveia

Idade: 50 anos

Profissão: Advogado

Currículo: Licenciado em Direito, deputado da AR, presidente da Distrital do PSD da Guarda e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD.

Livro preferido: “As Farpas”, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

Filme preferido: “Cinema Paraíso”, de Giuseppe Tornatore

Hobbies: Enduro, desportos de Inverno, leitura e caminhadas.

Carlos Peixoto

Sobre o autor

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