O modelo de exploração dos elevadores e do funicular da Covilhã, que fazem parte do programa de mobilidade da cidade, pode vir a mudar. Segundo explicou o vereador da Administração Geral e Finanças da autarquia, estes equipamentos «têm um desgaste superior ao que era previsto», o que tem causado «muita pressão» devido aos custos manutenção.
José Manuel Oliveira deu o exemplo de equipamentos do género noutras cidades, como Lisboa ou Paris, onde é necessário pagar para usar estes equipamentos, sugerindo a discussão «de forma frontal» do assunto. O programa de mobilidade do município inclui ainda a rede de bicicletas elétricas que se prevê que entre em funcionamento já em 2019. O investimento ronda o milhão de euros e o circuito vai ter 21 estações em diversos pontos da Covilhã. Segundo o vereador foram já lançadas duas empreitadas: «Uma relacionada com a parte de pavimentação porque vai haver uma diferenciação nas áreas relacionadas com as ciclovias e também já iniciámos o processo de aquisição e instalação dos primeiros postos de carregamento», adiantou.
Ainda no âmbito da mobilidade, a Câmara vai lançar um novo concurso para a concessão da rede de transportes públicos do concelho. O contrato com a atual concessionária, a “Covibus”, termina em 2019 e a autarquia vai procurar alargar a área de abrangência e ter uma gestão mais articulada dos vários equipamentos, pois «faz todo o sentido que funcionem em harmonia e de forma complementar uns com os outros».


