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Médicos em greve durante três dias

Os médicos iniciaram hoje três dias de greve nacional, uma paralisação que os sindicatos consideram ser pela «defesa do Serviço Nacional de Saúde».

Outra justificação para esta ação é o respeito pela dignidade da profissão médica, segundo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM). Em termos concretos, as duas estruturas sindicais querem uma redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais, uma diminuição progressiva até 12 horas semanais de trabalho em urgência e uma diminuição gradual das listas de utentes dos médicos de família até 1.500 utentes, quando atualmente são de cerca de 1.900 doentes.

Entre os motivos da greve estão ainda a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, o descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma.

A paralisação nacional de três dias, que termina às 24 horas de quinta-feira, deve afetar sobretudo consultas e cirurgias programadas, estando contudo garantidos serviços mínimos, como as urgências, tratamentos de quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia, cuidados paliativos em internamento.

A Ordem dos Médicos já veio publicamente apoiar a greve, por considerar que existem «razões objetivas» por parte dos profissionais. O bastonário Miguel Guimarães disse mesmo que participar na paralisação é «defender a qualidade dos cuidados de saúde e os doentes».

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