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Rotary Club homenageou Emílio Aragonês e com ele os media da Guarda

Cerimónia contou com a participação de António José Teixeira, que trabalhou com o homenageado no final da década de 70 na Rádio Altitude

Emílio Aragonês, histórico jornalista da Rádio Altitude, foi homenageado pelo Rotary Club da Guarda no passado sábado numa sessão que pretendeu também homenagear a comunicação social da cidade.

«A filosofia do movimento rotário é homenagear todos os anos um profissional e a comunicação social, através do Emílio Aragonês, também merecia essa homenagem porque é fundamental num estado democrático», disse Matias Coelho, presidente do Rotary Club. A escolha foi «unânime», acrescentou o médico, que se lembra da «voz inconfundível» do jornalista aos microfones da Rádio Altitude quando era estudante, na década de 70 do século passado. Inesquecível é também para o jornalista António José Teixeira, diretor-adjunto de informação da RTP. «É uma referência absoluta e para mim, ainda miúdo, de uma voz da rádio que me habituei a respeitar. Era o homem das notícias e um homem muito ligado à sua comunidade, muito interessado nela, com um sentido de humor notável. Essa impressão melhorou quando comecei a colaborar com a rádio porque foi sempre um companheiro fantástico. Guardo as melhores recordações dele», disse o jornalista a O INTERIOR.

António José Teixeira lembra que Aragonês «recebeu sempre agradavelmente os mais novos» na Altitude e tinha um «auditório fantástico». E com ele aprendeu «o amor à rádio e o sentido da notícia» pela forma como Aragonês a cultivava e se interessava por ela. «Ele tinha uma rede de informadores, de pessoas que lhe telefonavam, como ninguém tinha mais na rádio. Era a referência noticiosa do Altitude, pelo menos é assim que o guardo na memória», recorda o também comentador político, que colaborou na emissora no final dos anos 70 até ir para Lisboa em 1982. «A rádio é a grande responsável por ter seguido o jornalismo. A minha primeira colaboração começou com um programa chamado “Nós e os Livros” e depois estendeu-se à informação e a tudo o que era preciso fazer. Foi uma escola fantástica», admite.

Nesta sessão do Rotary Club António José Teixeira reviu Aragonês após «muitos anos» e falou sobre algumas das atuais preocupações em relação ao exercício do jornalismo, às dificuldades que a classe enfrenta e «à necessidade cada vez mais de lutar por bom jornalismo». O homenageado não escondeu a emoção pela cerimónia, à qual chegou numa «pilha de nervos». «É uma honra muito grande lembrarem-se de mim ao fim destes anos, não contava. É também uma grande emoção e estou feliz porque é uma oportunidade para ver os amigos, a família e os meus colegas jornalistas – porque ainda sou jornalista, embora reformado – que já não via há muito tempo», disse Emílio Aragonês (ver entrevista na pág.2).

Luis Martins «É uma honra muito grande lembrarem-se de mim ao fim destes anos», disse Emílio Aragonês

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