O social-democrata Carlos Ascensão conquistou a Câmara de Celorico da Beira com 40,70 por cento dos sufrágios (2.198 votos) e dois mandatos no executivo. O professor protagonizou a grande surpresa da noite ao derrotar o socialista José Albano Marques.
«Infelizmente não conseguimos a maioria absoluta e teremos que fazer os entendimentos necessários e possíveis», afirma Carlos Ascensão. O novo autarca considera que a «nossa forma de estar, marcada pela positiva e pela diferença», teve um peso decisivo junto dos eleitores: «Acho que havia alguma saturação e também algum esgotamento daquilo que era a prática e as políticas anteriores», considerou o presidente eleito, para quem os celoricenses queriam «um novo rumo, uma nova esperança». Questionado sobre a primeira coisa que fará quando chegar à Câmara, Carlos Ascensão adiantou a O INTERIOR que quer «conhecer a casa» e depois «arrumá-la ou reformulá-la»: «Esse é o primeiro passo e o mais urgente porque, até por algum fim de ciclo e pelo próprio processo eleitoral, a Câmara ficou bastante anárquica», acrescentou.
O grande derrotado foi José Albano Marques, que liderou a lista do PS – no poder desde 2005 –, com 36,31 por cento (1.961 votos) e a eleição de dois vereadores. O antigo dirigente da Federação socialista e chefe de gabinete de José Monteiro, presidente da Câmara de Celorico até ao início de setembro e que não se recandidatou devido ao limite de mandatos, não foi capaz de assegurar a transição. Num executivo de maioria relativa, o fiel da balança será o independente Júlio Santos, que obteve 16,11 por cento (870 votos) e conseguiu ser eleito vereador.
A coligação CDS/MPT/PPM obteve 1,65 por cento (85 votos) e a CDU ficou-se pelos 0,70 (38 votos). A abstenção foi de 34,77 por cento, tendo-se registado 100 votos em branco e 145 nulos. Em 2013, o socialista José Monteiro obteve 52,50 por cento dos votos e elegeu três vereadores. Já a coligação PSD/CDS-PP conseguiu 41,22 por cento e dois vereadores.


