P- Como avalia a gestão de Vítor Pereira?
R- O mandato começou com grandes expetativas, que saíram goradas, nomeadamente no dossier das águas. O executivo encontrou uma dívida muito elevada e limitadora, mas reduziu-a. Contudo, podia ter feito muito melhor. Também se assistiu ao favorecimento de quem era amigo, o que tanto tinham criticado nos mandatos anteriores, mas aconteceu, por exemplo, no perdão da dívida à família Santos Silva, ex-presidente da Assembleia Municipal. A limpeza urbana e a manutenção das vias municipais, equipamentos e espaços públicos ficaram aquém do desejável. O PS também contou com a complacência de outras forças partidárias da oposição, na Câmara e Assembleia Municipal, que, em função dos interesses pessoais, sufragaram as suas propostas. Por isso, para que serve o voto em partidos e movimentos que, depois de eleitos, já não querem saber de quem votou neles?
P- Qual é o seu principal projeto?
R- É a defesa do interesse público e a independência de quaisquer interesses particulares, implantando um desenvolvimento sustentável do concelho através de um Plano Estratégico com o diagnóstico da situação atual e de como o queremos no futuro. O critério deixa de ser a quantidade de betão, mas a satisfação dos direitos das pessoas, dos indicadores de igualdade e coesão social, da sustentabilidade ambiental, da participação cidadã nas decisões e na vida da comunidade. É ainda prioritária a remunicipalização das águas e saneamento e a reabilitação do centro histórico e dos núcleos urbanos das freguesias.
P- Qual é a principal carência da Covilhã neste momento?
R – É a falta de oportunidades de emprego que possam fixar a população, nomeadamente os jovens. O combate à desertificação é outra prioridade, tal como a abolição das portagens, a requalificação dos centros urbanos do concelho, com revitalização do comércio tradicional, e a melhoria da oferta turística. A promoção da Serra da Estrela é também uma lacuna a eliminar.


