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Alunos de excelência entraram no curso dos seus sonhos

O INTERIOR quis saber onde entraram Natacha Fatelo e Raul Barata, alguns dos alunos da região que obtiveram classificação máxima no exame de Matemática

Conhecidas as colocações da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, O INTERIOR foi falar com Natacha Fatelo e Raul Barata, ambos da Secundária do Fundão, que fintaram um “bicho-de-sete-cabeças” nos exames nacionais – a matemática – e conseguiram entrar no curso dos seus sonhos: Medicina.

Já passava das 22 horas de sábado quando Natacha Fatelo, de 17 anos, recebeu a boa nova. Era oficial, tinha entrado em Medicina e dentro de dias começará a sua jornada académica na Universidade da Beira Interior (UBI). Com uma média de acesso de 180,3 valores (mais 3,6 décimas em relação à nota do último colocado), a estudante garante que a UBI foi a sua primeira opção devido à «proximidade» e à «qualidade» de ensino que proporciona. Mas nem só a excelência da instituição teve peso na decisão de Natacha Fatelo. A futura médica confessou não gostar de «cidades muito populosas, como Lisboa», sublinhando que isso podia dificultar a sua adaptação. Nesta nova etapa a estudante continua a ser incentivada por dois “companheiros” fundamentais: o esforço e a dedicação. «Esta entrada no ensino superior exigiu muitas horas de estudo para obter os resultados que precisava», recorda, dizendo que a partir de agora terá de se esforçar muito mais «para conseguir terminar o curso com uma boa média».

Natacha Fatelo admite que o seu principal “medo” é a praxe, mas nada a impedirá de participar nos tradicionais rituais: «Quero experimentar porque acho que isso também faz parte da vivência universitária», refere a jovem fundanense, cujo objetivo é «conseguir fazer o curso com a melhor média possível para um dia vir a tornar-me uma boa profissional». O mesmo destino seguiu Raul Barata, que ingressou na mesma universidade e no mesmo curso, com uma média de 181,7 valores. A proximidade e a modernidade da Faculdade de Ciências da Saúde foram dois dos motivos que levaram o jovem de 18 anos a optar pela UBI: «As instalações são fantásticas, não só pela modernidade do edifício, mas também pelo equipamento “de ponta” que possui», destaca o caloiro, para quem o estudo sempre foi um fiel amigo. E continuará a ser porque «a necessidade de estudar vai aumentar e eu só tenho que estar preparado para acompanhar o ritmo e estudar mais, mais e mais», afirma Raul Barata.

Ao contrário da colega de turma, o estudante não teme a praxe, mas reconhece que «o princípio pode ser difícil». No entanto, por agora a sua prioridade é verificar se a realidade do curso de Medicina na UBI corresponde às suas expectativas. «Se assim for, quererei terminar o curso o mais rapidamente possível para me poder lançar no mercado de trabalho», declara o futuro médico.

Sara Guterres Natacha Fatelo e Raul Barata são caloiros de Medicina na UBI

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