A economia portuguesa vai crescer abaixo do ritmo da zona euro até, pelo menos, 2021. A previsão é do Fundo Monetário Internacional (FMI) no World Economic Outlook divulgado hoje em Washington, onde até ao próximo fim-de-semana decorrem as reuniões de primavera do Fundo e do Banco Mundial.
De acordo com o “Expresso”, o FMI manteve as anteriores previsões de crescimento para Portugal em 2016 e 2017 em 1 e 1,1 por cento, as mesmas que já tinha avançado recentemente nos relatórios da última missão pós-programa e da avaliação anual do artigo IV. O Fundo coloca a economia nacional a crescer abaixo da zona euro nestes dois anos (com os países da moeda única a andar a ritmos de 1,7 e 1,5 por cento) e a não recuperar o passo até 2021. Segundo as projeções do FMI, nesse ano, a zona euro estará a crescer a um ritmo de 1,5 por cento enquanto Portugal estará praticamente na mesma nos 1,2 por cento.
O fraco crescimento português este ano apenas é batido, pela negativa, na zona euro pela Grécia (0,1 por cento), Itália (0,8) e Finlândia (0,9). Irlanda (4,9), Eslováquia (3,4) e Espanha (3,1) são as economias mais rápidas.
O FMI estima para Portugal uma taxa de inflação de 0,7 por cento este ano e de 1,1 por cento no próximo, com o desemprego a recuar de 11,2 para 10,7 por cento. Os números do desemprego são ligeiramente mais favoráveis que os avançados recentemente pelo Fundo apesar de não ter havido qualquer revisão na taxa de crescimento do PIB.
Nas contas externas, o relatório aponta para um equilíbrio este ano e para um défice de 0,7 por cento do PIB em 2017.


