A providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos para evitar o corte de árvores no parque municipal é «uma rasteira à Guarda», considera Álvaro Amaro.
Em conferência de imprensa realizada na passada quarta-feira, a autarquia reagiu à ação deferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, adiantando que vai recorrer da decisão. «Apresentámos o projeto de requalificação, foram dados todos os esclarecimentos solicitados numa sessão pública, mas ninguém fez nada», recordou o presidente do município, segundo o qual «como há debate propiciamos que haja forças de bloqueio». Dizendo que este protesto é «político», pois «vêm aí eleições e quanto menos obras o executivo fizer melhor», Álvaro Amaro sublinhou que a Câmara não vai «reavaliar nada» porque estão em causa «23 em 1.098 árvores, que serão cortadas porque estão doentes ou podres da raiz à copa», enquanto outras estarão «a prejudicar ambientalmente o parque».
Contudo, o autarca acrescentou que o município está disponível para que, «no decurso da obra, os projetistas e a Quercus identifiquem as árvores a abater». E admitiu: «Se forem só 13, para mim tanto se me dá. Deixem fazer as obras para dar vida àquele parque». O presidente do município lamentou ainda o facto da providência cautelar ter efeitos suspensivos de toda a obra e não apenas no corte das árvores. A ação «é contra a requalificação do parque municipal porque estas pessoas, um pequeno grupo de pessoas, não querem que o espaço seja usado e fruído pelos guardenses», apontou. Álvaro Amaro criticou também o “timming” da providência, constatando que os autores «deixaram que a Câmara adjudicasse e consignasse a obra para avançar, quando tem compromissos financeiros com o empreiteiro».
O edil adiantou que os trabalhos têm assegurada uma comparticipação financeira de 85 por cento e garantiu que apenas está disponível «para ouvir o tribunal e para mais nada», recusando reunir com os promotores da ação. «Esta litigância é absurda e injusta», insistiu o autarca, para quem o arvoredo do parque municipal está «destratado e feio, é uma vergonha o espaço estar como está».
Luis Martins
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