O Governo adiou o fim do período crítico de incêndios para 15 de outubro, devido às condições meteorológicas, permanecendo a proibição, entre outros, de fumar ou de fazer lume e fogueiras em espaços florestais e agrícolas.
«O secretário de Estado das Florestas assinou já a portaria que prorroga até ao próximo 15 de outubro o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra incêndio», refere, em comunicado, o gabinete do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres. O período crítico de incêndios, que deveria termina na sexta-feira, foi prorrogado devido às condições meteorológicas. «As condições meteorológicas determinam a adoção desta medida, tendo em conta que se prevê tempo seco e quente e ventos, ou seja, a conjugação de fatores amigos do fogo, que ajudam à propagação de incêndios e que podem transformar qualquer pequena ocorrência num enorme desastre», refere o secretário de Estado, citado no comunicado.
Durante o período crítico de incêndios é proibido nos espaços florestais e agrícolas fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimas e queimadas, lanças foguetes ou balões de mecha acesa, bem como fumigar ou desinfestar e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés. Segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil, a área ardida este ano quase duplicou em relação a 2015, tendo os incêndios florestais consumido até 31 de agosto 107.128 hectares. No distrito da Guarda, e de acordo com o último relatório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), tinham ardido 9.556 hectares até ao final de agosto.


