Diana Abegão, natural de Setúbal, é uma das muitas alunas que entrou no passado ano letivo para o Instituto Politécnico da Guarda (IPG). Uma opção de que não se arrepende pois, hoje, não se imaginava noutro lugar.
“A minha ideia inicial não passava por vir para a Guarda, até porque não se encontra nem perto da minha área de residência, no entanto, agradeço o desenrolar de acontecimentos que me levaram para esta cidade. Chamo-lhe um “feliz acaso”, pois não me imagino noutro lugar”, disse-nos esta aluna do curso de Desporto lecionado na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do IPG.
“Escolhi o curso de Desporto porque é o curso que sempre teve mais a ver comigo e com esta licenciatura pretendo ajudar pessoas com problemas de saúde a perderem peso de forma saudável e equilibrada com atividade física, e recorrendo também à alimentação equilibrada (o grande inimigo da atualidade)”, acrescentou Diana Abegão.
Do seu primeiro ano no Instituto Politécnico da Guarda faz um balanço positivo; um ano que, salienta, “foi marcado pela palavra “novo”. Foi tudo novo para mim: o meu rumo (longe de casa, família e amigos), a paisagem, as amizades, as experiências e aprendizagens. Tudo isso contribuiu para que eu crescesse um pouco mais a nível emocional… Para alguém que nunca esteve mais de duas semanas sem comer as comidinhas da mãe, não é fácil”.
A inserção no meio académico e citadino foi, como nos disse, muito fácil. “Gosto bastante do ambiente académico. É descontraído, e é fácil a inserção, pois a grande maioria não é da Guarda e então estamos todos em igualdade de circunstâncias, isto é longe da família, amigos.” A isto acrescenta o facto de que a Guarda é “uma cidade pequena, logo acabamos por nos conhecer todos um pouco. Lembro-me que no início das aulas eu ainda não conhecia ninguém, no entanto colegas de outros anos viravam-se para mim e para outros colegas e diziam que se precisássemos de apontamentos ou de algo para não hesitarmos em falar com eles, é muito bom ter um espirito académico destes. Já tive oportunidade para falar sobre este assunto com muitos colegas meus de outras instituições e nenhum deles menciona um espírito assim”.
Esta aluna do Politécnico da Guarda cedo se rendeu aos encantos desta zona beirã que considera uma região “com muito potencial, no entanto ainda com muito por explorar, um pouco derivado ao facto de ser uma região do Interior e por isso, com menos população”. Antes de vir estudar para o Politécnico da Guarda, Diana Abegão não conhecia a cidade onde “predomina é a paisagem natural” o que muito lhe agrada.
Questionada sobre como foi a sua adaptação a uma cidade do interior, e embora reconhecendo não ser fácil a mudança para uma região diferente e desconhecida, esta jovem setubalense afirma que “por vezes é necessário sair da nossa zona de conforto para podermos crescer e evoluir, até porque é assim que as coisas devem ser. Normalmente, este tipo de decisões nunca são fáceis, mas o nosso “background”, isto é, família e amigos ajudam-nos bastante com o apoio que nos dão para ultrapassar as saudades.”
Diana Abegão não hesita em afirmar que, apesar de vir para um novo ambiente, “a adaptação foi fácil, até porque as pessoas são bastante simpáticas e hospitaleiras, põem-nos à vontade com tudo sem problemas, mas já tinha uma ideia de que ia ser assim, porque segundo várias pessoas conhecidas “as pessoas do norte são muito mais hospitaleiras e prestáveis que as do sul”. Confesso que concordo”. Ainda assim, e por entre um largo sorriso, confessa que notou a diferença da temperatura, confrontando-a com a da sua zona.
Para os candidatos ao ensino superior que queiram escolher o Politécnico da Guarda diz-lhes para não “terem receio de vir para um lugar novo, de explorar, de correr riscos, de conhecer pessoas novas. É uma experiência que seguramente não irão esquecer. Não se irão arrepender, assim como eu não me arrependo, sempre ouvi dizer que “quem corre por gosto não cansa” e é verdade, para ir a casa faço cerca de 350 quilómetros, aproximadamente”. Mas Diana Abegão lembra, convicta, que “se a jornada fosse fácil, não teria tanto gosto no final”.


