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Recriação do Cerco de Almeida entre amanhã e domingo

Mais de 400 figurantes vão participar neste evento, que envolve atividades evocativas de caráter científico, histórico e cultural

A recriação histórica do Cerco de Almeida regressa no fim-de-semana. Entre amanhã e domingo, a aldeia histórica vai recuar a 1810, ano em que ocorreu a terceira Invasão Francesa. Mais de 400 figurantes vão participar neste evento, que envolverá atividades evocativas de caráter científico, histórico e cultural, destacando-se as recriações históricas, um seminário internacional e um mercado oitocentista. As recriações do cerco, que levou à capitulação daquela praça-forte, serão levadas a cabo pelos recriadores e figurantes nacionais e estrangeiros em vários momentos. Apesar do evento ser já uma marca importante para a região, o município quis inovar, inserindo o “Soldados à Messe”, um jantar ao ar livre que decorrerá amanhã (19h30), no acampamento histórico, destinado ao público em geral, que deverá vestir-se a rigor com trajes da época, que poderão ser cedidos pela organização para quem não os tiver.

De acordo com António Baptista Ribeiro, presidente da autarquia, a batalha noturna (sábado às 23 horas), com a explosão ao castelo, «é um espetáculo a não perder, pois temos os cenários ideais». O local escolhido para este momento foram as Portas de Santo António, por se tratar de um espaço «que possibilita termos um público mais alargado a assistir», refere o edil. Já no domingo de manhã (11 horas), haverá o Combate do Côa, na Ponte Velha (Vale do Côa). Trata-se de uma rememoração do combate de 24 de julho de 1810, seguido de cerimónias de encerramento e do arriar das bandeiras, ao som dos hinos dos países participantes. Da parte da tarde (18 horas) será possível assistir à “Tu queres é revista” – revista portuguesa com Tó Zé Martinho.

Para hoje (9h30) está reservado o X Seminário Internacional com o tema “Fortificações e Fronteira, da Idade Média ao Abaluartado”, no Centro de Estudos de Arquitetura Militar (CEAMA). Este contará com a participação de congressistas nacionais e estrangeiros.

As atividades que assinalam anualmente o cerco da antiga praça-forte de Almeida, construída nos séculos XVII e XVIII têm atraído «cada vez mais» visitantes nacionais e estrangeiros, lembra António Baptista Ribeiro.

A batalha noturna «é um espetáculo a não perder», diz António Baptista Ribeiro

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