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Abate de árvores no Parque Municipal continua a gerar discussão

Na última reunião de Câmara o assunto voltou a ser colocado pelos eleitos socialistas que pedem que seja apresentada uma explicação à população

O abate de árvores no parque municipal da Guarda continua a fazer escorrer muita tinta. Embora esse não fosse um assunto previsto para a reunião de câmara, que ocorreu na passada terça-feira, não foi evitado pelos vereadores socialistas. Joaquim Carreira voltou a sublinhar que «as pessoas são sensíveis ao património que é de todos e relembrou a petição on-line contra o abate de árvores, já assinada por mais de 600 pessoas e sugeriu à autarquia que «seria simples se fosse explicado à população quais as árvores abatidas» e porquê. Sugestão desde logo rejeitada pelo Presidente da Câmara que afirmou «eu fui eleito para pensar e decidir», considerando que foi «mais além quando convidámos a população a ouvir a explicação dos projetistas e a debater». Álvaro Amaro diz aceitar que haja opiniões contrárias, «mas não podem ser bloqueadoras da ação do executivo», sublinhando que «não abdico do poder que o povo me conferenciou».

«Tornar o parque mais atrativo» e devolvê-lo à população é uma das justificações do autarca para a requalificação do espaço que considera estar «abandonado há mais de 20 anos». Afirmação contestada por Joaquim Carreira, que a chamou de um «exagero». «O senhor presidente tem anos de traquejo na política e trata-se de passar a ideia de que a anterior governação desprezou o espaço público», disse o vereador. Para o eleito socialista «é legítima uma intervenção, no sentido de melhorar o espaço público, mas não concordamos com o abate de árvores». Por sua vez Álvaro Amaro considera que «não nenhum guardense que goste do arvoredo do parque, ou então não gosta de árvores». O edil diz não ser «nenhum tirano» e tomar decisões «de acordo com as regras e convicções», acrescentando que «eu fui eleito para fazer a Guarda avançar e não para a fazer parar».

Quanto à possibilidade de surgirem novas contestações como aconteceu na intervenção na Avenida Cidade de Salamanca, o responsável desvaloriza, falando em «pertença polémica causada por cinco pessoas». «São sempre os mesmos e toda gente sabe quem são. Tornam-se os infelizes da política», assegurando que «a Guarda não vai parar com isso».

Na última reunião de Câmara foi ainda aprovada a abertura do concurso público para a reabilitação da zona da Dorna, no valor de 357.719 euros, que será desde a Avenida Monsenhor Mendes do Carmo, junto às finanças, até à Avenida Francisco Sá Carneiro. Também em discussão esteve o regulamento do concurso, “Toponímia na Guarda”, onde serão atribuídos 1.000 euros aos quatro vendedores e aprovada a verba de 1.000 euros, à Fábrica da Igreja Paroquial de Vila Franca do Deão.

Podem chegar novos investimentos

Álvaro Amaro anunciou que está em cima da mesa a possibilidade de novos investidores chegarem à Guarda. De momento existe um «potencial» empresário interessado num terreno junto ao parque industrial, na Quinta da Torre. Há ainda questões a serem acertadas, mas a concretizar-se pode criar cerca de 20 postos de trabalho na Guarda. O autarca preferiu não adiantar o sector, referindo apenas que é da «área comercial».

O edil assegura querer captar investimento e pode não ser o único. «Dentro em breve espero ter um bom investimento, muito interessante, de alguém da Guarda», adiantou.

Ana Eugénia Inácio Petição pública contra o abate de árvores já tem mais de 600 assinaturas

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