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Marisa Matias quer dar voz aos «esquecidos pela austeridade»

Candidata à Presidência da República apoiada pelo Bloco de Esquerda esteve na Guarda onde apelidou Marcelo Rebelo de Sousa de «camaleão da política»

O Presidente da República «tem que ser um garante da estabilidade e da vida das pessoas e não das instituições financeiras e das elites», sublinha Marisa Matias, que passou pela Guarda no domingo. A candidata a Belém apoiada pelo Bloco de Esquerda almoçou com apoiantes e participou numa arruada na “Cidade Natal” em pré-campanha das Presidenciais.

Na sua intervenção, a atual eurodeputada afirmou que «precisamos libertar o Palácio de Belém do espírito santo de uma vez por todas [numa alusão às relações de amizade de Marcelo Rebelo de Sousa com o banqueiro Ricardo Espírito Santo]» e garantiu que a sua candidatura procura falar «sobre o país invisível, aquele onde mora a dignidade e que não baixou os braços». Marisa Matias acrescentou que quer ser a Presidente do «virar da página dos sacrifícios e da austeridade», mas também a que assinará «um novo contrato de confiança com as pessoas». Na sua opinião, «não podemos voltar a permitir que o medo volte a ganhar espaço e as elites voltem a conquistar terreno», por isso, sublinhou que a sua candidatura é de cariz popular: «Precisamos ter a voz do povo em Belém», declarou a candidata. Em terras do interior, Marisa Matias prometeu empenhar-se para combater as assimetrias, sustentando que «nenhum país é uma verdadeira democracia se não houver igualdade entre regiões e dentro das regiões».

Na Guarda, a eurodeputada não esqueceu o caso da morte de um jovem por falta de assistência médica no Hospital de São José, em Lisboa, para acusar Marcelo Rebelo de Sousa de «oportunismo e aproveitamento». A bloquista lamentou que o candidato apoiado pelos partidos da direita tenha na campanha «uma cara de circunstância e se esqueça da sua trajetória de apoio a uma política de cortes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e de austeridade». Nesse sentido, a candidata revelou que «o que se cortou no SNS é o equivalente ao que se perdeu no BANIF». Criticando a visita de Marcelo ao São José na véspera, Marisa Matias considerou que na Presidência da República «precisamos de pessoas de coragem e de coerência, não de camaleões da política». E avisou que a campanha «não é um passeio de passadeira vermelha até Belém». A candidata seguiu depois para o centro da cidade, onde contactou com a população e visitou as atividades da “Guarda: A Cidade Natal” na Praça Velha. As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro.

Luis Martins «Precisamos libertar o Palácio de Belém do espírito santo de uma vez por todas», disse Marisa Matias na Guarda

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