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Seguro encerrou Congresso Federativo do PS da Guarda

José Albano Marques reafirmou vontade de vencer legislativas e autárquicas, independentemente de quem ganhe as primárias no domingo

António José Seguro marcou presença no encerramento do XIX Congresso da Federação do PS da Guarda, que decorreu no último domingo em Celorico da Beira. O secretário-geral defendeu que o primeiro-ministro tem que «falar menos» e «aumentar o salário mínimo» e ouviu o presidente da Federação da Guarda reafirmar o desejo de conquistar a vitória nas eleições legislativas e presidenciais do próximo ano, bem como nas autárquicas de 2017, isto independentemente de quem ganhar as primárias do partido agendadas para domingo.

No discurso de encerramento da reunião magna dos socialistas da Guarda, José Albano Marques assegurou que no dia 29, «seja quem for o camarada vencedor», estarão «todos a trabalhar para o mesmo objetivo» que passa por «ganhar eleições legislativas, as presidenciais e preparar o rumo para 2017» de «ganhar a maioria das Câmaras do distrito». Quanto aos putativos interessados em garantir um lugar na lista de candidatos a deputados, o líder distrital deixou o aviso: «Eu estou atento. Já disse que nada mais me move a não ser afastar os aproveitadores habituais de listas de deputados e de toda a guerra que se vai fazer em torno delas. Comigo, vai-se trabalhar no terreno para ganharmos nas legislativas», sublinhou José Albano Marques. O dirigente reiterou o seu apoio a António José Seguro mas fez questão de lembrar que quando António Costa foi eleito pela primeira vez presidente da Câmara de Lisboa contou com o apoio de «nove autocarros de Celorico da Beira». «Nessa altura não procurávamos nada que António Costa nos pudesse dar, fomos pela amizade e pela vontade de ganhar» a autarquia da capital, afirmou no domingo.

Quanto aos trabalhos do Congresso, o líder da Federação guardense lamentou não ter contado com o apoio de todos os participantes – neste caso «três pessoas» – e prometeu «transparência absoluta» no secretariado do órgão. Como seria de esperar, a sua moção de orientação global “Guarda Maior, Consolidar o Futuro” foi aprovada por unanimidade, o mesmo sucedeu com a eleição da Comissão Política Distrital, encabeçada por Carlos Filipe Camelo (Seia), da Comissão de Jurisdição, liderada por Carlos Camejo Martins (Trancoso), e da Comissão Federativa de Fiscalização Económica, liderada por António Fortuna (Vila Nova de Foz Côa). No seu discurso aos militantes da Guarda, António José Seguro considerou que o atual Governo olha para o interior como «um fardo», sustentando que «os portugueses do interior são portugueses de primeira como todos os outros». Este domingo, entre militantes e simpatizantes, cerca de sete mil pessoas do distrito da Guarda poderão participar nas primárias para a escolha do candidato socialista a primeiro ministro. As concelhias de Vila Nova de Foz Côa, Celorico da Beira e Seia são as que registam maior adesão.

António José Seguro salientou que «os portugueses do interior são de primeira como todos os outros»

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