Lançado pela primeira vez em fevereiro de 2004, o boletim informativo “Sequeira Voleibol” atingiu recentemente o número 100. O “pequeno jornal” da Escola Carolina Beatriz Ângelo, na Sequeira (Guarda), é um meio de divulgação de uma modalidade que, ano após ano, continua a ter muitos praticantes.
O coordenador do voleibol na escola não esconde que esta centésima edição é um «número marcante», pois é o fruto do trabalho de 10 anos, mas salienta que «o mais importante é mantermos os alunos ligados à nossa atividade e que, de ano para ano, passem a mensagem aos mais novos para continuarem a tradição». «Quando chegam à escola, os alunos do 5º ano veem logo quatro redes de voleibol montadas e muitos alunos mais velhos a jogar e isso é um chamariz para eles», sublinha Nuno Lemos. Este ano, a escola tem 132 inscritos no Gira-volei, uma parte substancial dos quais disputam os campeonatos do desporto escolar onde o estabelecimento participa com três equipas de infantis e uma de iniciados. O professor reconhece que o voleibol continua a ter «uma grande importância» nesta escola, pois «conseguimos envolver muito os alunos e, para além de aprenderem a jogar, conseguimos também que adquiram atitudes, comportamentos e valores que, se calhar, sem a modalidade não conseguiriam».
De resto, a escola da Sequeira, como continua a ser conhecida, tem tido «bastante sucesso» no Gira-volei, tendo contabilizado em 12 anos 37 duplas campeãs regionais, das quais nove se sagraram campeãs nacionais. Ainda na última semana, na final regional na Guarda, a escola fez quase o pleno em masculinos com a conquista de mais seis títulos. Perante estes resultados, Nuno Lemos só lamenta que fora do desporto escolar não haja na região nenhuma equipa em que os alunos possam praticar voleibol. «É uma ambição que continuo a ter, pois gostaria de proporcionar-lhes uma possibilidade de continuidade», acrescenta. O responsável lembra que há três anos o Guarda Unida chegou a formar uma equipa composta «quase exclusivamente» por antigos alunos da Sequeira e que disputou o Nacional de Seniores da IIIª Divisão. Mas essa “aventura” durou apenas duas épocas: «A equipa mais próxima com quem jogámos foi uma de Viseu, tudo o resto era muito longe, eram deslocações extremamente dispendiosas e não houve possibilidade de continuar», lamenta o professor.
Por isso, o coordenador assume que o seu «grande sonho era federarmos uma equipa na própria escola, uma vez que temos instalações, material e alunos». O objetivo era «formar uma equipa de juvenis, mas é muito complicado por causa da logística. Os problemas são os mesmos, não temos ninguém à volta para jogar, teríamos que fazer um campeonato regional numa região diferente, se calhar em Coimbra e de 15 em 15 dias teríamos de ir jogar lá e isso é muito dispendioso». Esta é também uma das razões porque a escola se «“agarra”» mais ao Gira-Volei «que nos permite fazer a competição local na escola, a regional e depois a nacional sem grandes gastos».
Ricardo Cordeiro


