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Eleições com sabor «agridoce» para o PS

José Albano Marques critica «camaradas que toda a vida beneficiaram do PS» e que nestas autárquicas «nada» deram ao partido

O presidente da Federação da Guarda do PS não esconde algum desconforto com a perda da Câmara da capital de distrito para o PSD e logo por números esclarecedores.

Sem querer falar em nomes, José Albano Marques criticou «todos os camaradas que toda a vida beneficiaram do PS e que nestas eleições nada deram ao partido». No caso específico da Guarda, o dirigente reconhece que a autarquia era uma «situação complicada» e que José Igreja «fez o que pôde, trabalhou muito, mas infelizmente o povo optou por lhe mostrar um cartão vermelho». O partido perdeu ainda a autarquia de Manteigas, mas em oposição reconquistou Figueira de Castelo Rodrigo e Fornos de Algodres e venceu pela primeira vez em Trancoso, três concelhos onde obteve «importantes vitórias». De resto, o PS detém agora a presidência de seis municípios no distrito, enquanto que em 2009 presidia a cinco. José Albano Marques confessa a «alegria» pelas «três câmaras ganhas» e a «tristeza» pelas duas perdidas, daí fazer um balanço «agridoce» destas autárquicas.

O líder socialista assume que a estratégia passava «por conseguir mais Câmaras e isso foi alcançado». Quanto às autarquias perdidas, o dirigente adianta que «estamos cá para virar a página e cá estaremos para as recuperar dentro de quatro anos e acredito que isso será possível». Em Trancoso e Fornos de Algodres, o PS aproveitou da melhor forma o facto dos atuais autarcas não se recandidatarem, enquanto em Figueira de Castelo Rodrigo Paulo Langrouva protagonizou uma das maiores surpresas ao derrotar o social-democrata António Edmundo que se recandidatava a um terceiro mandato.

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