A votação foi suspensa no Ourondo (Covilhã) após dezenas de populares terem derrubado, durante a manhã, a mesa de voto e destruído a urna e os boletins, num protesto contra agregação desta freguesia à de Casegas.
A contestação era para ser pacífica e, na freguesia, falava-se apenas num boicote voluntário. Todavia, ao final da manhã, após a missa, os populares concentraram-se junto à assembleia de voto e, ao saberem que cinco pessoas já tinham votado, não esconderam a indignação. Os ânimos foram-se exaltando e os populares acabaram por entrar na sala, incitando os delegados desta secção a abandonarem o local para que mais ninguém pudesse votar.
Entre as frases de ordem, críticas e insultos, os populares avançaram até à mesa de voto, que viraram. Também pontapearam a urna e pisaram os boletins, que ficaram espalhados pelo chão.
Nessa altura, as pessoas que estavam na mesa abandonaram o espaço por considerarem que «não estavam reunidas as condições de segurança», adiantou Carlos Alberto Barata, presidente da mesa. A votação ficou suspensa e a GNR foi chamada ao local, mas quando as autoridades chegaram os manifestantes já se tinham retirado. Foi aberto um inquérito para «apurar responsabilidades e identificar os autores», disse João Sousa, comandante do Destacamento da GNR da Covilhã.


