Arquivo

Obras retomadas no parque industrial da Guarda após paragem de um mês

Empresários estão preocupados com o cumprimento dos prazos da empreitada

Recomeçaram anteontem as obras de requalificação do parque industrial da Guarda, que estavam paradas há mais de um mês. Na passada sexta-feira, O INTERIOR esteve no local e quis saber junto da autarquia o motivo desta paragem e o resultado foi o recomeço dos trabalhos na terça-feira.

O caso tinha sido denunciado por alguns empresários da zona, que estranharam que trabalhadores e máquinas da Bioesfera, empresa do grupo Baraças, tivessem desaparecido «de um dia para o outro». Para trás, ficaram buracos por tapar, passeios por concluir, lancis de passeios demasiado altos para as viaturas entrarem nos lotes e ruas por pavimentar, «um caos» que alarmou os condóminos. Fausto Tavares, gerente da Egiquímica, foi um deles. «Compreendemos os transtornos causados porque estas obras vão beneficiar as nossas empresas e o parque industrial, o que não se percebe é esta interrupção tão prolongada, até porque andaram bastante céleres nos primeiros meses da obra», disse o empresário. Confrontada a autarquia, a dona da obra respondeu que «o empreiteiro suspendeu os trabalhos durante três semanas», tendo sido «reiniciados hoje [terça-feira], dia 25 de junho».

Em resposta escrita, o gabinete de relações públicas do município não adianta o motivo desta suspensão, mas acrescenta que «a fiscalização da obra informou a Câmara da situação e o empreiteiro foi notificado no sentido de recuperar o atraso durante o próximo mês». A requalificação do parque industrial da Guarda foi adjudicada, em março do ano passado, à Bioesfera por 509 mil euros, mas só arrancou no início de 2013, de acordo com os empresários ouvidos por O INTERIOR. A empreitada tem um prazo de execução de 300 dias e destina-se a modernizar as infraestruturas básicas e as ruas, além de melhorar o espaço público, sendo ainda introduzida nova sinalética naquela área industrial construída no início da década de 80 do século passado e onde trabalham várias centenas de pessoas. A intervenção é comparticipada em 80 por cento por fundos comunitários, no âmbito da contratualização da Comurbeiras. O projeto inicial resultava de uma parceria com o NERGA, a associação empresarial ali sediada, e tinha como intervenção mais emblemática o “Greenparque”, que previa a existência de equipamentos comuns a todas as empresas ali instaladas. Após esta interrupção, os empresários dizem-se preocupados com o cumprimento dos prazos e querem saber quando tudo ficará pronto, pois «a situação não é sustentável durante mais de um ano dado teor da requalificação».

Luis Martins Buracos por tapar e ruas por pavimentar, é este o cenário no parque industrial

Sobre o autor

Deixe comentário