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Greve de camionistas sem efeitos na região

Circulação de pesados na A25 e A23 esteve um pouco abaixo do normal na segunda e terça-feira

A paralisação das transportadoras de mercadorias, que teve início na segunda-feira, não teve qualquer efeito nas estradas da região, bem como em Vilar Formoso. Anteontem, a circulação continuava a efetuar-se com normalidade por toda a Beira Interior e na fronteira registava-se uma «afluência de camiões um pouco abaixo do normal», adiantou fonte da GNR.

O mesmo oficial acrescentou que «não se registou qualquer incidente» desde o início do protesto na principal fronteira terrestre de Portugal. De resto, «também não há qualquer piquete de greve, nem foram registados problemas com a circulação dos veículos pesados», declarou, referindo que o trânsito de camiões em Vilar Formoso «flui com normalidade nos dois sentidos». Tudo porque «muitos camionistas dos transportes internacionais anteciparam a viagem para a Europa, tendo saído de Portugal antes do início da greve. A situação permanecia calma no parque TIR, onde os camionistas que estão em viagem «fazem a paragem para descanso com toda a normalidade», assegurou a mesma fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda. Também os motoristas que entram em Portugal vindos da Europa estão «a avançar para o território nacional sem receios de eventuais contratempos devido à greve», referiu.

Entretanto, a GNR mantinha no terreno um dispositivo com cerca de 15 elementos, dispersos pela fronteira de Vilar Formoso e pelas zonas de Alto de Leomil (Almeida), Guarda e Celorico da Beira, das autoestradas A25 e A23. A paralisação das transportadoras de mercadorias foi convocada pela Associação de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA) e a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), contando com o apoio da Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM). Estas três associações foram recebidas ao final da tarde de terça-feira pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, numa altura em que a APETRO – Associação Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas confirmava que cerca de meia centena de postos de abastecimento, sobretudo na zona da Grande Lisboa, já não tinham combustíveis.

Na Guarda não havia relato de qualquer problema. No entanto, receava-se nalgumas empresas que o protesto se prolongasse e que houvesse bloqueios em Vilar Formoso. João Cardoso, diretor de operações da Coficab, admitiu que essa eventualidade será «muito grave» para a fábrica de Vale de Estrela. «Para já, ainda não sentimos impactos na nossa atividade. Mas se a paralisação prosseguir e houver bloqueios na fronteira isso causará paragens inevitáveis nos nossos clientes, com todas as consequências que dai adviriam, nomeadamente o terem de realocar de imediato as encomendas para a nossa concorrência», refere. Atualmente, «90 por cento da nossa produção é para exportação, pelo que o bloqueio na fronteira seria dramático», acrescenta João Cardoso, dizendo esperar que situação «se normalize rapidamente e que não cheguemos a esse ponto».

Não se registaram problemas no parque TIR de Vilar Formoso

Greve de camionistas sem efeitos na região

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