Pedro Tavares vai ser reeleito, hoje, para o seu segundo mandato à frente da direção do Nerga – Associação Empresarial da Região da Guarda. Com uma equipa sem grandes alterações, o empresário aponta a «concretização da PLIE na Guarda», bem como a requalificação «imediata» do parque industrial como duas das prioridades para o próximo triénio.
O dirigente da associação, que conta com cerca de 200 associados, indica que a decisão de se recandidatar surge para dar «continuidade a um trabalho e a uma equipa que tem vindo a organizar o NERGA» nos últimos três anos. «Tivemos como estratégia colocar a associação no mapa nacional, o que conseguimos e hoje temos a honra de pertencer à direção da CIP – Confederação Empresarial de Portugal e à vice-presidência da AIP – Associação Industrial Portuguesa», constata, confessando que é um «orgulho termos conseguido o reconhecimento do nosso trabalho ao longo destes anos» à frente de «uma associação pequena». O empresário sublinha que «estamos numa zona pequena a nível do tecido empresarial», mas essa condicionante «não nos impediu de atravessarmos as nossas fronteiras e de, neste momento, sermos reconhecidos como uma associação muito dinâmica, com um sentido de responsabilidade muito grande».
A lista aos órgãos sociais é de «continuidade», já que os dois vice-presidentes, José Grilo e Jorge Leão, continuam, havendo «dois ou três elementos novos que vão entrar na direção, mas que já estavam nos órgãos sociais», indica. O objetivo passa por fazer uma «equipa jovem, porque vamos enfrentar anos muito mais complicados em que a questão da sustentabilidade das associações vai mudar e temos de ser muito mais aguerridos». As principais alterações na lista verificaram-se na Assembleia-Geral, onde o presidente passa a ser João Morrão, substituindo Teixeira Diniz. Também há mudanças no Conselho Fiscal, pois Nuno Ferreira, que passa para a direção, cede o lugar a Margarida Saraiva. Sobre os principais projetos para o seu segundo mandato, Pedro Tavares sustenta que gostava de ver concretizada a requalificação «imediata» do parque industrial da Guarda, anunciando que «vamos lutar muito, muito forte e até onde pudermos, pela concretização da PLIE na Guarda porque é fundamental que esse projeto não caia».
O dirigente garante que «já estamos a trabalhar nisso e a tentar colocá-la no mapa nos sítios onde podemos», sendo que «vamos tentar criar lóbi naquilo que podemos, pois a CIP, a AIP ou a AEP são Governo e essas iniciativas deviam ser tomadas pelo poder local». De resto, assegura que ser intenção do NERGA «fazer tudo o que está ao nosso alcance para poder colocar esse projeto no mapa nacional». Também a «”guerra” das SCUT vai continuar» e para o efeito a direção da associação vai promover reuniões com todos os empresários das zonas atravessadas pela A23 e A25. «Vamos continuar o nosso papel com o sentido crítico que sempre temos e com a responsabilidade que temos tido até hoje», declara. Quanto a haver apenas uma lista concorrente às eleições, Pedro Tavares encara o facto com «naturalidade», até porque «desde sempre que no NERGA houve só uma lista de continuidade».
Ricardo Cordeiro



