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Egitaniense

LUÍS PENA, EX-ALUNO DO LICEU

Foi com alegria que recebi o convite do «Expressão» da ESAA, escola que frequentei nos 10º,11º e 12º anos de escolaridade entre 1995 e 97. Vinha do Outeiro de S. Miguel, que nessa altura era um colégio apenas de rapazes e, embora estivesse lá em regime de externato, a minha vinda para a ESAA foi um momento de libertação após 9 anos de frequência no Outeiro.

As amizades; os primeiros namoros a sério; os primeiros passos num mundo de autonomia, liberdade e responsabilidade, foram os principais motivos pelos quais recordo ainda hoje com saudade esses tempos de liceu.

Mas como tudo nesta vida é transitório, também esses três anos se passaram num ápice… Alguns colegas, amigos e amigas seguiram para cursos de ensino superior e outros tantos enveredaram pela vida activa no mundo laboral.

Eu ingressei na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em Vila Real, em Engenharia Florestal, um curso extraordinário de excelência ao nível nacional e europeu, que depressa descobri ter também uma componente de estatística, de matemática bem para lá do que pensava. Mas, ao contrário do que eu imaginava, também a esse tipo de ensinamentos ganhei gosto, não só às Bioquímicas, às Ecologias, às Hidrobiologias, Dendrologias, Silviculturas e Cinegéticas mas também às Matemáticas, às Físicas, às Estatísticas, ao Inventário, à Investigação Operacional e às Economias.

O ensino superior é palco de muita boémia e festarola, mas não se iludam: é também o período da vida em que nos matamos a estudar – isto caso pretendamos alcançar o tão ambicionado canudo.

Findo o curso dei por mim desempregado e de volta à Guarda. Num primeiro impacto notei como éramos negativistas e como nos tínhamos em pouca conta enquanto cidade e enquanto comunidade.

Como a inércia é péssima companhia, entre entrevistas de emprego e envio de currículos, resolvi dedicar-me a esse vírus contraído na Universidade: a fotografia. Em simultâneo comecei o Blogue «O Egitaniense» (www.egitaniense.blogspot.com) com vista a combater o derrotismo e pessimismo de uma parte da sociedade guardense.

Fotografo essencialmente para mim e para os que me são próximos, no entanto por dois anos resolvi participar no magnífico Concurso de Fotografia António Correia do INATEL, onde ganhei alguns prémios.

Enquanto se desenvolviam estes interesses, ingressava finalmente no mercado laboral, primeiro na zona do Oeste numa federação de caça onde fui “técnico/projectista” e mais tarde de volta à minha amada Guarda, onde abracei a oportunidade de ser técnico florestal do Governo Civil do Distrito – actividade que ainda exerço actualmente.

Luís Pena

Egitaniense

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