Um dos clássicos mais representados sobe ao palco do TMG amanhã à noite. Trata-se de “A Gaivota”, de Tcheckov, pelo Ao Cabo Teatro, numa encenação de Nuno Cardoso.
Esta dramaturgia, estreada em 1896 em São Petersburgo, fala da contradição entre sucesso e fracasso, sonho e realidade, convenções e “novas formas”, sendo considerada uma paráfrase sobre a criação artística e a emergência de um “novo teatro”, apresentando personagens intensas mas desencantadas, inteligentes ao ponto de saberem que o desejo dificilmente se tornará futuro. «Resta compreender a contemporaneidade da abordagem de “A Gaivota” num país onde a criação artística é cada vez mais aquilo que se faz com menos, e se possível se faz menos… São, realmente, necessárias “formas novas”», escreve o encenador a propósito. Depois do êxito de “Platonov”, esta é a segunda produção da companhia portuense Ao Cabo Teatro a partir da obra magistral do dramaturgo russo, estando já a ser preparada a representação de “Três Irmãs” em 2011. Interpretam Maria do Céu Ribeiro, João Pedro Vaz, Cristina Carvalhal, Luís Araújo, Micaela Cardoso, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, João Castro e Paulo Freixinho. Este espectáculo é apresentado no âmbito da rede “5 Sentidos”.


