A Dura Automotive, em Vila Cortês do Mondego, aceitou aumentar em 25 euros os salários dos seus funcionários.
A decisão foi comunicada, na semana passada, à Comissão de Trabalhadores e levou à suspensão de mais um dia de greve, convocada para a última quinta-feira após uma primeira paralisação na fábrica de componentes automóveis no dia 12. «É uma vitória, porque a administração só nos queria aumentar 1,5 por cento, cerca de três euros. O que era um insulto aos trabalhadores, que no ano passado não foram aumentados e tiveram que se sujeitar à “lay-off”», disse Sandra Sousa, acrescentando que, por isso, também a manifestação prevista para esse dia no Carregado, onde está a sede da Dura Portuguesa, foi cancelada. A dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (STIMM), que também integra a Comissão de Trabalhadores, revelou que, em plenário, já tinha ficado decidido «fazer greve durante uma semana» caso os responsáveis da multinacional continuassem «irredutíveis» nestas negociações. A fábrica da multinacional norte-americana tem 140 trabalhadores e produz componentes para a indústria automóvel.


