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Os critérios em Português

Critérios disciplina a disciplina – PERGUNTAS & RESPOSTAS

O processo de revisão de critérios de avaliação para todas as disciplinas prosseguiu este ano, tendo sido aprovados em Conselho Pedagógico no 1º período novos parâmetros e novas percentagens para a avaliação. Vamos a partir deste número fazer uma explicação dos critérios em cada disciplina para torná-los mais claros aos alunos e encarregados de educação. Começamos pelos critérios de Português.

Como se avalia na aula a componente oral?

É a avaliação dos saberes e conhecimentos por via oral na sala de aula, avaliando-se no caso de Português tanto os conteúdos do programa como as competências em matéria de capacidade de expressão (espontaneidade, clareza, perspicácia, fluência, ritmo). Por lei, a tabela é aqui de 25%. Para avaliar esta componente o professor deve fazer regularmente os seus registos e incentivar os seus alunos a intervir e a evoluir na sua capacidade de expressão, mostrando-lhes as sub-componentes desta competência.

Que valor é dado à leitura?

Por leitura aqui entende-se tanto a leitura recreativa em casa como a capacidade de interpretação e análise de texto em actividade orientada na aula. Prevêem-se assim actividades ligadas a um Contrato de Leitura que o aluno faz com o professor (Oficina de Leitura, que prevê apresentações na aula, fichas de leitura e outros documentos sobre obras lidas em casa) e actividades de envolvimento com texto na aula. Deste modo, este parâmetro não deixa de estar presente em força também na componente oral atrás referida. A Leitura propriamente dita vale aqui 10% nos 3 anos do 3º Ciclo. No Ensino Secundário, como Oficina de Leitura, vale também 10%.

E os testes escritos quanto valem?

Os testes sempre foram, por tradição, a fatia maior da avaliação. Considerava-se (e muitos professores consideram ainda) que são a forma mais fiel de avaliar os alunos (prestação de uma prova, em isolamento, sem colaboração, sobre uma matéria pré-estabelecida). Em alguns casos continuam a ser o centro da avaliação e a fatia quase total, seja porque os professores não têm hábitos de fazer registos de outra ordem, seja por dificuldade de mudar, seja ainda porque desconfiam do pouco rigor dos dados da oralidade ou dos relatórios e trabalhos escritos feitos em casa. Mas os testes, nas tabelas aprovadas para Português, só entram em 35% no 7º ano e 40% nos 8º e 9º anos. No Ensino Secundário chegam aos 45%. Nos CEF e nos Cursos Profissionais ficam-se pelos 40%.

E a escrita, que se considera tão importante?

Para além de a escrita estar contida no parâmetro dos testes escritos, é valorizada ainda em 5% nos trabalhos escritos do 7º e 8º anos e em 10% no 9º ano. No Ensino Secundário, há actividades de Oficina de Escrita (actividades de aprendizagem de formatos de texto e expressão escrita na aula) e actividades de Escrita Livre (com textos feitos em casa, a entregar ao professor regularmente). A Oficina de Escrita e a Escrita Livre valem somadas 10% no 10º ano e 15% no 11º e 12º anos. Convém ainda dizer que há um Portefólio que o aluno vai organizando com documentos que provem a sua dinâmica de aprender e que vale 2,5%.

E a gramática fica de fora?

Optou-se por não incluir explicitamente essa aprendizagem do funcionamento da língua, que se encontra no entanto diluída na Oralidade (actividades da aula) e nos Testes Escritos.

Que valor têm as atitudes e valores em Português?

O mesmo valor que nas outras disciplinas. Foi decisão da escola estabelecer percentagens únicas em cada ano para este critério, que engloba o envolvimento e a motivação na disciplina, os comportamentos e o relacionamento com os outros e a pontualidade e assiduidade. Assim, no 7º ano essa componente vale 25%, no 8º ano 20%, no 9º e 10º anos 15%, no 11º e 12º anos 10%. Nos CEF –Tipo 2 (Cursos de Educação e Formação) essa componente vale 30% no primeiro ano e 25% no segundo ano (nos cursos de Tipo 3 – de apenas um ano – vale 25%). Nos Cursos Profissionais as “competências sociais” valem também 25%.

É fácil avaliar assim?

Não, não é fácil: pela variedade de parâmetros; pelo facto de as mesmas capacidades serem avaliadas em diversos parâmetros; pela dificuldade de avaliar aquilo que não tem suporte escrito (oralidade); pela falta de hábito dos professores no manejo de Fichas de Registos e de Portefólios e nas actividades de Oficina de Leitura e de Escrita.

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