A atmosfera tem uma massa de cerca de 5000 milhões de milhões de toneladas, aproximadamente metade dessa massa total encontra-se nas camadas inferiores até 5km da superfície terrestre. Ao nível do mar a pressão atmosférica média é de cerca de 1,05kg/cm2 (1013 milibares) – isto é, a massa do ar sobre cada centímetro quadrado é de 1,05 kg. À medida que a altitude aumenta podemos observar que o valor da pressão atmosférica diminui.
As variações de pressão são, entre outros factores, causadas pelas mudanças de temperatura. A principal fonte para que ocorra essa variação de temperatura é a radiação solar, embora pouca energia provenha directamente da radiação solar de curtos comprimentos de onda. Da radiação solar que alcança a atmosfera exterior, apenas cerca de 46% atinge superfície terrestre, tendo a maior parte da restante sido dispersa ou reflectida para o espaço. À superfície, contudo, a radiação solar é absorvida aquecendo assim a superfície e depois reirradiada sob a forma de radiação de comprimentos de onda mais longos. Esta radiação é absorvida pelo dióxido de carbono, vapor de água e nuvens de atmosfera interior criando o efeito de estufa. Assim, a atmosfera é aquecida principalmente de baixo, e consequentemente, as temperaturas diminuem com a altitude na parte inferior da atmosfera.
A profundidade da atmosfera é difícil de definir porque não tem um limite exterior demarcado; a camada exterior – exosfera – vai ficando cada vez mais rarefeita, dispersando-se gradualmente no espaço exterior. A troposfera, a camada inferior. contém cerca de 80% da massa total da atmosfera. Esta camada estende-se até cerca de 8 km acima dos pólos, 10 a 11km acima das latitude médias e 18 km acima do equador, onde se verifica o maior aquecimento. A troposfera é a região da atmosfera de maior interesse para os meteorologistas, porque contém quase todo o vapor de água e porque a maior parte dos diversos fenómenos verifica-se nessa região. Na troposfera, as temperaturas baixam geralmente com o aumento da altitude; perto do limite superior (a tropopausa), contudo, estabilizam-se a -57ºC, embora esta temperatura possa chegar a variar em 20ºC.Avancando um pouco mais na altitude verificamos que acima da tropopausa fica a estratosfera.
A estratosfera estende-se a partir da tropopausa até cerca de de 50 km. Nessa zona situa-se a importante camada de ozono, onde se gera calor através da absorção de radiação ultravioleta. Assim, embora as temperaturas sejam estáveis na estratosfera inferior, aumentam rapidamente, a níveis superiores, alcançando cerca de -10ºC na estratopausa.
Entre 50 e 500 km acima da superfície situa-se a ionosfera rarefeita, geralmente dividida em mesosfera (50 a 80 km) e termosfera (80 a 500 km). Na mesosfera, as temperaturas descem atingindo cerca de -80 ºC na mesopausa (o limite entre a mesosfera e a termosfera). Mas na termosfera aumentam constantemente com a altitude. Este fenómeno ocorre porque, a uma altitude de cerca de 200 km, há uma camada de oxigénio atómico que absorve a radiação ultravioleta. Além da radiação ultravioleta, a ionosfera é também bombardeada por radiação cósmica e raios X solares, o que faz com que os gases da ionosfera se ionizem verificando-se brilhantes exibições de luzes, a que se chamam aurora boreal ou aurora austral. Acima de 500 km de altitude situa-se a exosfera, muito rarefeita, que se compõem apenas de átomos de oxigénio, hidrogénio e hélio.
A atmosfera é uma preciosa fonte natural de muitos gases amplamente utilizados na indústria tornando-se deste modo um importante recurso natural que é fundamental conservar.
Por: António Costa


