Marco Loureiro é o novo presidente da Associação Académica da Guarda (AAG). O finalista do curso de Animação Sociocultural, da Escola Superior de Educação, foi o único que se apresentou ao escrutínio da passada quinta-feira, tendo obtido 619 votos.
Candidato ao cargo pela segunda vez, Marco Loureiro (ver entrevista na pág.26 desta edição) tinha perdido, no ano passado, para Rodrigo Gonçalves, por uma diferença de 183 votos. Porém, esta nova candidatura resultou da «continuidade do grupo “Reage – AAG”», um movimento constituído há cerca de dois anos para combater a «passividade da anterior direcção da Associação na defesa dos interesses dos estudantes», refere. Apesar da elevada abstenção dos alunos das quatro escolas do Politécnico da Guarda, o novo presidente da AAG faz um balanço positivo destas eleições. No total, apenas 731 estudantes votaram, sendo que a lista D, cujo tema de campanha era “Novas pessoas. Novas ideias. Um novo projecto”, obteve 619 votos. Registaram-se ainda 95 votos em branco e 17 nulos. «Esta votação demonstra, claramente, que os estudantes querem mudança», sublinha.
No entanto, Marco Loureiro, militante e dirigente local do Bloco de Esquerda, diz-se preocupado com a falta de participação dos alunos, afirmando que uma das suas lutas será «fomentar o associativismo e a participação associativa». Para este mandato, o recém-eleito defende a reabertura das cantinas do Instituto aos fins-de-semana, admitindo que, «desta vez, os Serviços de Acção Social têm que recuar e criar meios para que os estudantes possam ter um local para almoçar ou jantar nesses dias». Propõe também o alargamento do horário de funcionamento da Biblioteca do IPG, que, actualmente, encerra às 22 horas. «Com os cursos adaptados ao processo de Bolonha, os alunos saem das aulas às 21 horas e não têm tempo para efectuar pesquisas», constata. O estudante quer ainda constituir um departamento de Política Estudantil e outro Pedagógico, bem como relançar o jornal estudantil “O Grito” com periodicidade mensal.


