A Associação Desportiva de S. Romão foi convidada pela Associação de Futebol da Guarda a participar na Iª Divisão Distrital em virtude da desistência do Arcozelo da Serra. O prazo para a inscrição dos clubes na AFG terminou na última segunda-feira e para além do clube do concelho de Gouveia também não se inscreveram Guarda Desportiva, Alverquenses, Valdamulense, Pala e Sandomil, daí que a IIª Divisão apenas vá contar com 17 equipas, divididas em duas séries, uma com nove, outra com oito clubes.
Não deixa de ser curioso que depois de tanta polémica – por causa da derrota na secretaria no jogo com o Açores – e de ter ameaçado inscrever as equipas do clube na Associação de Futebol de Viseu, o S. Romão venha a ser convidado a participar na Iª Divisão da Guarda. Contudo, a participação do clube do concelho de Seia no escalão principal do futebol distrital ainda não era uma certeza na tarde da última terça-feira. Fernando Marques, presidente do S. Romão, explicou a “O Interior” que tinha recebido «telefonicamente» o convite da AFG na tarde da última segunda-feira, tendo decidido marcar uma «reunião de emergência» com a restante direcção para a noite de terça-feira, já depois do fecho desta edição. Contudo, o dirigente sempre adiantou que «é provável que a gente vá pensar duas vezes depois de nos terem “roubado” na secretaria», afirmou na tarde de terça-feira. Quem parece ter ficado de “pé atrás” com o convite feito ao S. Romão, segundo classificado da série B da IIª Divisão com 48 pontos em 20 jogos, foi Ana Paula Gonçalves, presidente do Estrela de Almeida, segundo da série A com 47 pontos em 22 jogos. A dirigente adianta que «ainda não estudou o caso», apesar de admitir ter ficado «surpreendida» com o convite feito ao S. Romão. «Se verificar que o convite ao S. Romão foi feito para os calar pelo que se passou eu vou contestar a decisão. Caso não veja ilegalidades nada farei», afirma. De resto, a Iª Divisão vai manter-se com 16 clubes. Os 12 que transitam da época passada – Aguiar da Beira, Figueirense, Foz Côa, Gouveia, Lageosa do Mondego, Manteigas, Mileu-Guarda, Sporting da Mêda, Sporting do Sabugal, Trancoso, Vila Cortês do Mondego e Vilar Formoso – mais o Fornos de Algodres, despromovido da IIIª Divisão Nacional, e os três clubes oriundos da IIª Divisão: Gonçalense, Açores e, ao que tudo indica, S. Romão.
Já a IIª Divisão teve cinco desistências – Guarda Desportiva, Alverquenses, Valdamulense, Pala e Sandomil – com Andrade Poço, presidente da Associação de Futebol da Guarda, a lamentar estas decisões, em especial a do clube da capital de distrito. «Infelizmente, parece que a Guarda foram só dois anos e já acabou», afirma. Deste modo, a IIª Divisão vai contar apenas com 17 clubes, repartidos por duas séries, uma com nove, outra com oito equipas. De salientar que o concelho de Pinhel que até há bem pouco tempo chegou a ter quatro equipas nos campeonatos distritais seniores é o único do distrito que não vai ter nenhum representante. De resto, o presidente da AFG considera a decisão da direcção do Souropires em desistir da IIIª Divisão um «passo atrás» na tarefa de fazer com que o futebol do distrito seja mais reconhecido a nível nacional, sendo que a participação do Seia também ainda não é um dado adquirido (ver texto ao lado). No campo oposto, Andrade Poço sublinha que houve um «aumento do número de inscrições a nível da formação», bem como no futebol feminino, que subiu de quatro para cinco equipas, enquanto que o campeonato de futsal, apesar do CDC do Pinheiro ter subido à IIIª Divisão, ter oito equipas. Deste modo, o presidente da AFG mostra-se «satisfeito» com o facto de haver mais clubes inscritos nos escalões de formação.
Ricardo Cordeiro


