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Manteigas e Sporting da Mêda continuam sem perder

Equipa serrana esteve perto de bater candidato à subida, mas cedeu empate nos instantes finais

Num dos jogos grandes da quinta jornada do Distrital da Guarda, Manteigas e Sporting da Mêda empataram a dois golos, continuando ambas sem conhecer o amargo sabor da derrota. Mais uma vez, a formação serrana mostrou que é sempre “um osso duro de roer” a jogar em casa, tendo estado até muito perto da vitória frente a um conjunto que, pelos muitos e bons reforços assegurados, é candidato à subida. A provar que a partida só acaba com o apito final, dois dos quatro golos do encontro foram marcados já em período de compensação.

Durante os primeiros 20 assistiu-se a um jogo de muita luta a meio-campo, mas sem motivos de interesse, com as defesas a superiorizarem-se constantemente aos ataques. Depois, a equipa visitante começou a ganhar ascendente e foi com alguma naturalidade que se colocou na frente do marcador aos 28’. Sérgio Nogueira, guarda-redes do Manteigas, teve uma saída em falso, derrubando depois Nuno Carvalho com o árbitro a apontar de pronto para a marca da grande penalidade. Chamado a converter, Paulo João não falhou. O Manteigas tentou reagir e João Biló obrigou Marcelino a boa defesa, mas foi a Mêda que, aos 37’, esteve perto de marcar de novo. Contudo, Sérgio Nogueira redimiu-se e negou o golo a Tiago. Como quem não marca arrisca-se a sofrer, no minuto seguinte os locais alcançaram a igualdade. A bola foi metida no lado direito do ataque do Manteigas, onde Edgar, em posição irregular, não se fez ao lance, com Nuno Serra a entrar muito rápido nas suas costas para bater o desamparado Marcelino. A turma visitante ficou desorientada com o golo e logo depois Tota apareceu isolado, novamente na direita, mas rematou muito torto.

Na segunda parte, o Manteigas entrou muito forte e, aos 48’, Marcelino foi obrigado a voar para a defesa da tarde num cabeceamento para golo de João Biló. A Mêda respondeu dois minutos depois, quando Xilipê rematou cruzado para uma defesa, com a cara, de Sérgio Nogueira. Aos 58’, o Manteigas voltou a dispor de uma excelente ocasião para ficar em vantagem, mas a “bomba” de Tota, de fora da área, esbarrou na trave. No último quarto-de-hora, a Mêda intensificou a pressão para chegar à vitória, enquanto o Manteigas passou a apostar no contra-ataque. Foi deste modo que, aos 77’, Roberto apareceu isolado frente a Marcelino, permitindo a defesa ao guardião medense, um dos melhores da sua equipa e que, no minuto seguinte, voltou a evitar que João Biló marcasse de cabeça. No entanto, à terceira foi mesmo de vez e aos 91’, num canto, o capitão do Manteigas livrou-se da marcação de Nuno Carvalho e cabeceou com êxito para o fundo das redes. Só que aos 94’, quando já poucos acreditavam, Tiago (ex-Mileu) rematou forte e rasteiro de fora da área, levando a bola a anichar-se no fundo das redes manteiguenses.

Pouco depois, o árbitro Luís Brás, que efectuou um bom trabalho, deu a partida por terminada. No final, Francisco Cipriano mostrou-se insatisfeito com o empate cedido pelo Manteigas nos instantes finais: «A minha equipa criou mais oportunidades e foi a melhor dentro de campo. Portanto, se alguém merecia a vitória neste jogo era o Manteigas». Já Vítor Moreira, treinador visitante, confessou que esperava «muito mais» do Mêda. «Na primeira parte até jogámos bem e marcámos primeiro, mas depois tivemos uma desatenção infantil e a equipa abalou psicologicamente», considerou, sublinhando que a Mêda «não é candidata a coisa nenhuma» e que só vai lutar pela vitória em todos os jogos.

Ricardo Cordeiro

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