Política

«O CDS não faz política para as redes sociais»

Escrito por Luís Martins

De visita a O INTERIOR, Henrique Monteiro, cabeça de lista pela Guarda, defende a criação de uma «zona franca do interior» e medidas fiscais para atrair empresas e habitantes

Henrique Monteiro garante que o CDS «não faz política para as redes sociais, mas para os problemas sociais» e promete uma campanha de proximidade com «uma mensagem centrada nas pessoas».
«Vamos fazer um trabalho sério porque há um conjunto de problemas associados a este território para os quais acho que o CDS tem as melhores soluções», disse o cabeça de lista centrista, que na terça-feira visitou a redação de O INTERIOR. Acompanhado dos restantes elementos da lista, Henrique Monteiro reiterou a «ambição» de voltar a eleger um deputado pelo círculo da Guarda, mas admitiu que a tarefa ficou mais difícil com a redução de quatro para três eleitos. «Os eleitores dirão se é possível», afirmou, lembrando que o partido foi o mais votado nas legislativas de 1976, quando elegeu dois deputados. «Com o passar dos tempos o distrito foi perdendo população, representatividade e tivemos o último deputado eleito em 1985 e perdemo-lo em 1987, ano em que a Guarda passou de cinco para quatro deputados», declarou o também líder distrital.
A «grande bandeira» da candidatura é a política fiscal, com o CDS a propor a redução do IRC e do IRS para todas as empresas e contribuintes. «Defendemos a criação de um estatuto fiscal para o interior, que já foi apresentado no Parlamento e chumbado pela esquerda parlamentar, mas não deixámos cair a bandeira», adiantou Henrique Monteiro. Entre as medidas a apresentar está a criação de uma zona franca para que «o interior seja o ponto do país e até da Europa onde seja mais fácil fazer investimentos». Para tal, os centristas propõem «a redução do IRC para 10 por cento» para as empresas já instaladas e a instalar. «Também sugerimos que o IRS a pagar pelos contribuintes destes territórios seja 50 por cento do valor que pagariam noutro ponto do país, nomeadamente no litoral», acrescenta o candidato.
Outra medida é a possibilidade dos residentes e empresas poderem deduzir o valor das portagens e dos transportes públicos em sede de IRS e IRC. Se for eleito, o cabeça de lista centrista promete ser «a voz independente» do distrito da Guarda no Parlamento: «Não nos subordinaremos a qualquer tipo de interesse», garantiu, sublinhando que os candidatos do CDS «são da Guarda, têm raízes na Guarda e vão sempre manter essas raízes. Não são de Lisboa que passaram toda a vida fora do distrito e dizem agora que têm raízes na Guarda e com isso justificam uma candidatura, nem são candidatos que dizem que são da Guarda e que, entretanto, criaram raízes em Lisboa e se esqueceram da Guarda».

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