Política

Assembleia Municipal rejeita moção de censura ao presidente da Câmara da Guarda

Escrito por Luís Martins

Sem surpresa, a moção de censura ao presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, apresentada pela bancada do PS, foi chumbada, por maioria, pela Assembleia Municipal que está a decorrer esta segunda-feira.

Depois de um debate intenso entre socialistas, independentes do PG/ Nós, Cidadãos e sociais-democratas, a proposta obteve 49 votos contra, 17 a favor e 10 abstenções. Pelo meio, o social-democrata Rodrigo Besteiro ainda propôs que a votação da moção fosse secreta e não da forma habitual – os deputados levantam-se para votar -, mas a sugestão foi chumbada por 51 votos contra, três abstenções e 19 votos a favor numa votação realizada para o efeito.

Conforme O INTERIOR noticiou na quinta-feira, a moção de censura ao presidente da Câmara estava relacionado com o caso Gisela Valente, com os socialistas a justificarem que se trata de um «escândalo nacional, por todos conhecido e por todos discutido! E é-o, porque Gisela Valente foi vítima de bullying, vítima de perseguição, de abuso de poder e de maus tratos psíquicos que a poderiam ter levado a atitudes extremas».

No documento era sustentado que «o que aconteceu a esta trabalhadora não foi um acidente administrativo, não foi um mal-entendido, nem tampouco um conflito interno», foi «a consequência directa de um ambiente onde o poder foi exercido sem controlo, sem vigilância e sem responsabilidade, e onde o Presidente da Câmara, apesar de alertas, sinais e denúncias, optou por nada fazer, permitindo que o abuso se tornasse rotina e que o medo se tornasse método». Saiba mais na próxima edição de O INTERIOR.

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Luís Martins

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