Mariana Nogueira é mais um exemplo de uma guardense que decidiu cruzar a fronteira e viver noutro país. No seu caso, a jovem está na Dinamarca há seis anos e já tem atualmente negócios próprios.
Foi a vontade de desenvolvimento e aprendizagem pessoal que levou a guardense a aventurar-se, logo após terminar o 12º ano na Escola Afonso de Albuquerque. «Percebi que tinha de sair da Guarda porque não havia oportunidades nos campos com os quais me identificava», justifica a jovem a O INTERIOR. Atualmente, Mariana Nogueira abriu uma empresa de pastéis de nata na Dinamarca e está a desenvolver uma «plataforma de “software” para multinacionais». Do norte da Europa olha para a Guarda e lembra que «desde nova que há muita vida nas ruas da Guarda, sinto que todos nos conhecemos», mesmo que agora, seis anos depois, regresse e sinta que «algumas conexões se perderam».
Como emigrante, a jovem regressa à terra natal no Verão e no Natal, onde encontra as mesmas pessoas, os mesmos hábitos, a mesma calma. Porém, questionada quanto a um regresso definitivo, confessa que é um pensamento longínquo por agora. «Sinto falta de mais atividades na Guarda, parece que a cidade tem medo de fazer algo novo», diz Mariana Nogueira, que admite estar já muito habituada ao dia-a-dia na Dinamarca, onde a cada hora pode escolher «uma atividade diferente para fazer».
Desde 2020, quando Mariana Nogueira se despediu da cidade mais alta, a jovem destaca que agora encontra uma cidade «mais organizada, com renovação de acessos, cuidado e tratamento de espaços públicos».




