O livro “Catedrais de Portugal”, da autoria do arquiteto António Saraiva, foi apresentado na segunda-feira na Sé Catedral da Guarda.
A obra, que conta com o prefácio do Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, aborda o valor religioso, artístico, cultural, simbólico e patrimonial das 27 catedrais do país. Da mais antiga (em Idanha-a-Velha) à mais recente (Sé Nova de Bragança), o livro apresenta-se como um «circuito arquitetónico» dos templos, onde se encontra também a Catedral da Guarda. Segundo D. Manuel Felício, «cada catedral é um livro aberto e este texto dá-nos uma gramática para lermos estes monumentos». Depois de três anos a escrever esta edição, António Saraiva, de 54 anos, quer agora «desafiar as pessoas a que percorram e visitem estas catedrais, que vejam como foram implantadas, porque estão viradas com o altar para nascente, ao contrário das igrejas». Editada pelos CTT, a obra pode ser adquirida desde 24 de fevereiro e foi enriquecida com 26 selos alusivos às catedrais de reconhecido valor artístico e filatélico. Existem apenas 3.700 exemplares e não haverá reedições.
Nesta cerimónia, o arquiteto e o Bispo da Guarda lamentaram que o programa “Rota das Catedrais”, acordado entre a Secretaria de Estado da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa, tenha parado. «Espero que o Governo dê seguimento a essa rota, porque pode ser um forte contributo para o desenvolvimento económico do nosso país», afirmou António Saraiva. Por sua vez, D. Manuel acrescentou que o projeto «não parou, enfraqueceu, mas os nossos governantes ainda vão relançá-la».



