O concelho de Vila Nova de Foz Côa passou a pertencer à Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, que entra em funcionamento no próximo mês, no entanto o presidente do município, Gustavo Duarte, assegurou a O INTERIOR que «nada se irá alterar» e que «os utentes podem continuar a deslocar-se ao Hospital da Guarda».
O governo aprovou, na semana passada, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que cria, com a natureza de entidade pública empresarial, a Unidade Local de Saúde do Nordeste EPE, que abrange todo o distrito de Bragança e ainda o concelho de Vila Nova de Foz Côa. Gustavo Duarte adianta que «há muito tempo que existe uma ligação burocrática a Bragança devido à Numenclatura de Unidade Territorial (NUT) e Foz Côa sempre pertenceu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, daí que agora passe também a pertencer à ULS do Nordeste». Apesar disso, o autarca garante que «não haverá nenhuma alteração» quer no transporte de doentes em emergência, quer no acesso a consultas. «Vai manter-se o que já acontecia até aqui: os doentes tanto podem ir a Bragança como à Guarda», clarificou ainda. Na sua opinião, estas duas hipóteses existem porque se, por um lado, há uma ligação administrativa a Bragança, por outro, «não se pode esquecer a questão geográfica, que faz com que a Guarda fique muito mais perto e acessível à população, porque há mais transportes».
«Esta garantia foi-me dada na segunda-feira pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte», acrescentou Gustavo Duarte. O diretor da ULS da Guarda confirma: «Essa questão está resolvida e não haverá nenhuma mudança, as pessoas de Foz Côa podem continuar a vir para a Guarda», disse Fernando Girão. O autarca fozcoense admitiu que havia questões informáticas a resolver para que, em ambos os hospitais, fosse possível aceder ao historial dos pacientes, mas adianta que esses problemas já estarão «ultrapassados». Uma das vantagens deste modelo de gestão está na possibilidade de médicos hospitalares se poderem deslocar aos centros de saúde, proporcionando «maior acessibilidade aos utentes e acautelando a desnecessária afluência ao hospital», refere o comunicado do Conselho de Ministros. Em Vila Nova de Foz Côa, Gustavo Duarte admitiu que «ainda não se sabe como irá funcionar», mas que «poderá haver também essa possibilidade».
Esta será a sétima ULS do país, juntando os três hospitais do Centro Hospitalar do Nordeste (Macedo de Cavaleiros, Bragança e Mirandela) e ainda os 15 centros de saúde do distrito de Bragança mais Foz Côa. Segundo o Governo, a medida permitirá poupar cerca de 12 milhões de euros no primeiro ano.
Catarina Pinto



