Na recepção ao Valecambrense, o Souropires entrou a perder, já que após três minutos e aproveitando um mau atraso da defensiva da equipa da casa, os visitantes conseguiram inaugurar o marcador. Apesar deste “balde de água fria”, os locais não desmotivaram e partiram em busca do tento da igualdade contra uma equipa que tudo fez para guardar a vantagem, muitas vezes recorrendo ao pontapé para o ar e à demora excessiva na reposição da bola em jogo, sempre que as faltas ou arremessos de linha lateral eram a seu favor. Mas o Souropires acabou por conseguir o golo da igualdade no primeiro tempo através de Pedro Miguel e poderia mesmo ter chegado à vantagem, já que criou vários lances de perigo junto à baliza adversária, falhando, contudo, na concretização. Desta forma, as duas equipas regressaram às cabinas com a igualdade a uma bola.
O Souropires regressou para a segunda metade da partida com o firme propósito de conseguir virar o resultado a seu favor, o que não foi nada fácil. O adversário abdicou mais do ataque e passou a defender atrás da linha da bola e a jogar em contra-ataque. Deste modo, ainda conseguiu criar alguns lances de perigo junto da baliza de Valezim. O tempo foi passando e a impaciência ia tomando conta dos pupilos de Manuel Barbosa, até que aos 89’ Camilo esgueirou-se pela direita e centrou para o outro lado onde Carvalhinho contornou um adversário e rematou cruzado para o golo da vitória do Souropires. Num jogo nem sempre bem disputado, com a bola a viajar muito pelo ar, o que só beneficia quem defende, acabou por vencer a equipa que mais trabalhou para conquistar os três pontos em disputa. Quanto ao trio de arbitragem, que viajou desde a cidade dos estudantes, esteve em plano aceitável. No entanto, parece ter deixado por marcar uma grande penalidade contra o Valecambrense. Pirri, técnico-adjunto do Souropires, realçou o espírito de sacrifício da equipa, considerando que teria sido uma injustiça se o Souropires não tivesse conseguido ganhar o jogo.
Fernando Araújo/Rádio F



